OMS: Mutação do coronavírus é mais contagiosa e ainda não mostra maior gravidade

Até o momento, ao menos outros quatro países, além do Reino Unido, identificaram casos ligados à nova variante: Austrália, Dinamarca, Holanda e Bélgica

Imagem microscópica mostra novo coronavírus infectando célula
Imagem microscópica mostra novo coronavírus infectando célula Foto: LMMV/IOC/Fiocruz, LVRS/IOC/Fiocruz e Nulam/Inmetro (1º.out.2020)

Giulia Alecrim,

da CNN, em São Paulo*

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Uma nova mutação da Covid-19 observada no Reino Unido acendeu outra preocupação para com a doença no mundo, e já fez com que ao menos 27 países proibissem voos originados do epicentro na região da Europa.

Um dos pontos principais, segundo a epidemiologista da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, é que ainda não é possível prever nenhum impacto nas vacinas desenvolvidas contra a doença. 

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Apesar da variante ser 70% mais contagiosa do que a cepa original, não foi constatado se a cepa apresenta aumento na severidade da doença, informou Van Kerkhove. “Conforme falamos neste momento, há estudos sobre isso em curso”.

Até o momento, ao menos outros quatro países identificaram casos ligados à nova variante: Austrália, Dinamarca, Holanda e Bélgica. 

No Reino Unido, a variante pode ter surgido em meados de setembro no sudoeste do país. Desde esse período, foi observado um aumento de 1.1 para 1.5 na taxa de transmissibilidade. “O vírus apresenta mutações o tempo inteiro. Mas o que é interessante desta cepa específica é que é uma combinação de mutações: é mais de uma”, disse a epidemiologista.

Apesar da nova variante ainda estar sob estudo e análises, Van Kerkhove alegou que os cuidados para qualquer cepa da Covid-19 permanecem os mesmos: uso de máscara, distanciamento social e a prevenção contra aglomerações. 

*Sob supervisão de Giovanna Bronze

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