Pandemia tem que deixar legado de fortalecimento da Saúde, diz Queiroga

Ministro diz que fim da pandemia trará "avalanche" de problemas relacionados a outras doenças

Gregory Prudenciano, da CNN, em São Paulo
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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira (13) que a pandemia de Covid-19 deve deixar um legado de fortalecimento do sistema de Saúde. Segundo o ministro, quando a pandemia passar, haverá uma "avalanche de outros problemas decorrentes das doenças prevalentes". 

A declaração de Queiroga foi dada a jornalistas na porta do Ministério da Saúde, de onde saíram o ministro e Suzana Lobo, diretora da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). 

Médicos intensivistas

O Ministério da Saúde a AMIB fazem planos para ampliar as as vagas e a formação de médicos intensivistas, especialidade muito demandada por conta da pandemia, que tem levado governo federal, estados e municípios a ampliar o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19. 

Segundo Lobo, a intenção é que a oferta de vagas para essa especialização comece a ser ampliada daqui três meses, "mas antes disso já estamos discutindo a estratégia de capacitação daqueles que já estão trabalhando". 

A diretora da AMIB explicou que a demanda atual não é só por médicos intensivistas, mas também por outros profissionais que compõem as equipes de tratamento intensivo, como enfermeiros, técnicos diversos, fisioterapeutas e psicólogos. "Estamos conversando para que toda essa cadeia de cuidados seja melhorada". 

Queiroga aproveitou a ocasião para reafirmar que o Ministério da Saúde segue em "diálogo permanente" com as sociedades científicas, como a AMIB, e também com as universidades brasileiras, a fim de "trazer mais eficiência para o nosso sistema". 

O cardiologista Marcelo Queiroga, indicado para ser o novo ministro da Saúde
O cardiologista Marcelo Queiroga, indicado para ser o novo ministro da Saúde
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil