‘Parece um pesadelo ainda pior’, diz médica da linha de frente contra a Covid-19

Cardiologista ressalta que piora dos pacientes internados é rápida e ressalta importância de

Layane Serrano, da CNN, em São Paulo

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Há praticamente um ano na linha de frente do combate ao novo coronavírus, a cardiologista Stephanie Rizk, do Instituto do Coração (InCor) e da Rede D’Or, descreveu à CNN nesta quarta-feira (3) um sentimento de desilusão na categoria, que enfrenta a pior fase da pandemia após nutrir uma expectativa de melhora.

“A vacina era a grande esperança para a gente não viver o que está vivendo. Tivemos tempo para nos preparar. Estamos vivendo a pior fase da pandemia. Por um momento achávamos que tudo tinha ficado mais tranquilo, mas de duas semanas para cá um aumento substancial deixou todo mundo assustado. Parecia que tudo ia melhorar e a gente volta a viver um pesadelo ainda pior”, relata a médica.

Ela conta que a piora dos internados é rápida. “Quem não entende e não está com algum familiar internado não tem noção que é uma guerra. Os pacientes são muito graves, você chega de manhã ele está bem, de noite já tem falta de ar, tem que ir para a UTI. Não está fácil. A gente está vivendo um caos e se algo não for feito, todo mundo vai perder um familiar”, desabafa.

A cardiologista Stephanie Rizk (03.mar.2021)
A cardiologista Stephanie Rizk (03.mar.2021)
Foto: Reprodução/CNN

A cardiologista ressalta a importância de se seguir o isolamento social nesse momento. “Tenho vergonha de quem frequenta festa escondida. A pessoa esquece que vai ter contato com os pais, com os avós, com as outras pessoas, é um desrespeito. Não é fácil ficar isolado, mas é tudo por um bem, estamos pedindo ‘paciência, fique em casa, são 14 dias. Depois as coisas, se Deus quiser, vão melhorar'”.

Publicado por Guilherme Venaglia

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