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    Pazuello publica portaria que libera R$ 369 milhões para rastrear casos de Covid

    Todos os municípios brasileiros receberão verbas. Objetivo é levantar informações sobre pessoas que tiveram contato com infectados pelo novo coronavírus

    O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello
    O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello Foto: Adriano Machado/Reuters (9.jun.2020)

    Diego Freire,

    da CNN, em São Paulo

    Em nova medida de combate à pandemia de Covid-19, o Ministério da Saúde institui um incentivo de custeio de R$ 369 milhões para que municípios brasileiros façam o rastreamento dos contatos de pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2, o novo coronavírus que causa a doença.

    A medida, antecipada pela CNN, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (4), em portaria assinada pelo ministro da Saúde interino Eduardo Pazuello.

    Todos os 5.570 municípios brasileiros receberão verbas do Fundo Nacional da Saúde, que prevê liberar um total de R$ 369.708.000. Segundo o texto da portaria, o pagamento será realizado em parcela única, na competência financeira de outubro. 

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    O valor será dividido de forma proporcional entre os municípios, levando em consideração a população e o potencial de pessoas cadastradas por equipe de Saúde da Família. Uma tabela anexa à portaria informa a quantia que cada cidade receberá e o número de profissionais que farão o rastreio dos casos em cada município.

    Cada profissional de saúde convocado por seu município receberá R$ 6.000,00 para ações de rastreamento e monitoramento de contatos de casos de Covid-19 nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2020.

    A maior cidade do país, São Paulo (SP), receberá R$ 18,3 milhões para custear a atuação de 3.064 profissionais de saúde envolvidos no rastreamento e monitoramento dos casos confirmados. Já Serra da Saudade (MG), considerado o município menos populoso do país – com 781 habitantes -, terá a atuação de apenas um profissional e receberá R$ 6 mil.

    Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem serão selecionados para acompanhar pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. O objeto central é o de levantar a informação de todas as pessoas que tiveram contato com o doente nas 48 horas que antecederam a confirmação do diagnótisco.

    A expectativa, a partir desse mapeamento, é a de interromper a cadeia de transmissão do vírus, permitindo a redução do contágio da doença. O trabalho poderá ser feito tanto presencialmente como pelo telefone.