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    Pessoas não vacinadas são maioria entre internados por Covid-19 no Rio de Janeiro

    Entre adultos com 49 anos ou menos, cerca de 43% ainda não se vacinaram; secretaria de saúde ressalta importância da dose de reforço

    95,1% do grupo de idosos entre 80 e 84 anos já receberam dose de reforço
    95,1% do grupo de idosos entre 80 e 84 anos já receberam dose de reforço CNN / Reprodução

    Ana Cristina Camposda Agência Brasil

    No Rio de Janeiro

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    Dados apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro indicam que a maioria das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em que a causa é Covid-19 são de pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto. Os mais acometidos são adultos com 49 anos de idade ou menos.

    Segundo a pasta, os dados reforçam ainda mais a importância de se completar o ciclo vacinal, além da dose de reforço.

    “Esses dados comprovam que quem recebe todos os imunizantes está mais protegido em relação aos não vacinados. O avanço na vacinação fez com que as internações hospitalares caíssem, levando a nossa taxa de ocupação para patamares bem baixos. A ocupação nas enfermarias está em 16,5%, e UTI, em 28,4%”, disse, em nota, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe.

    Ainda de acordo com o levantamento, dentro da faixa etária de 49 anos de idade ou menos, 42,59% não foram vacinados; 39,57% foram de forma parcial e 9,82% completaram o ciclo. Para quem tem idade entre 50 a 64 anos, 23,7% não se imunizaram; 27,81% receberam uma dose e 19,01%, as duas.

    Já o grupo de idosos que mais recebeu a dose de reforço foi de 80 anos a 84 anos de idade, com uma cobertura de 95,1%, vindo depois do grupo de 70 anos a 74 anos de idade, com 55,4% de imunização contra a Covid-19.

    O secretário estadual de Saúde ressaltou ainda a importância de a população receber a dose de reforço, disponível nos postos de saúde, e de continuar mantendo as medidas de prevenção.

    “Até o momento, apenas 10,6% dos idosos com idade entre 60 e 64 anos receberam as doses de reforço no estado, conforme registros do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e 31,9%, entre 65 e 69 anos”, disse Chieppe.

    “[Essas] coberturas precisam aumentar para garantir imunidade completa. A pandemia ainda não acabou, por isso, é importante também que a população continue mantendo as medidas de prevenção.”

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