Pfizer vai produzir remdesivir, medicamento contra Covid-19 da Gilead

Remédio é um dos dois únicos que demonstrou eficácia contra doença causada pelo novo coronavírus

O medicamento Remdesivir, fabricado pela farmacêutica Gilead
O medicamento Remdesivir, fabricado pela farmacêutica Gilead Foto: Divulgação/Gilead

Reuters

Ouvir notícia

A Pfizer anunciou nesta sexta-feira (7) que assinou um acordo de vários anos para produzir o medicamento remdesivir, que ajuda no tratamento da Covid-19, para a Gilead Sciences, que está sob pressão para aumentar o fornecimento escasso da droga antiviral.

A Gilead tem como objetivo produzir o suficiente do medicamento até o final do ano para tratar mais de 2 milhões de pacientes com Covid-19. A empresa concordou em enviar quase todo o suprimento de remdesivir aos Estados Unidos até setembro.

Porém, profissionais hospitalares e políticos se queixaram de dificuldades em obter acesso ao medicamento, que é um dos dois únicos que demonstrou, em ensaios clínicos formais, capacidade de ajudar pacientes hospitalizados com Covid-19.

Leia também:

Remdesivir recebe autorização condicional para uso na União Europeia

Tratamento da Covid-19 com remdesivir custará o equivalente a R$ 12 mil nos EUA

Também há temores de escassez fora dos Estados Unidos e, separadamente, nesta sexta-feira, a britânica Hikma Pharmaceuticals disse que começou a fabricar o remdesivir em sua fábrica de Portugal.

A Gilead informou que sua rede de fabricação do medicamento cresceu para mais de 40 empresas na América do Norte, Europa e Ásia para aumentar a capacidade.

Nesta semana, um grupo bipartidário de procuradores dos EUA defendeu que o governo do país permita que outras empresas produzam o remdesivir para aumentar a disponibilidade do produto e diminuir o preço.

A Pfizer fornecerá serviços de produção sob contrato. Não ficou claro se o fornecimento será apenas para o mercado dos EUA.

Junto com a alemã BioNTech, a Pfizer também está buscando desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus.

Mais Recentes da CNN