Platô da Covid-19 no Brasil ainda tem números muito altos, diz infectologista

À CNN, Alexandre Naime defendeu que a flexibilização nos estados deve ser feita com responsabilidade

Hospital de campanha para pacientes da Covid-19 em Santo André, em São Paulo
Hospital de campanha para pacientes da Covid-19 em Santo André, em São Paulo Foto: Amanda Perobelli/Reuters (7.abr.2021)

Amanda Garcia, da CNN, em São Paulo

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Para o infectologista Alexandre Naime, chefe do Departamento de Infectologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), o platô atingido no Brasil em número de casos e óbitos por Covid-19 ainda é muito alto. 

Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (12), ele explicou que o gráfico atual pode ser considerado como um platô, mas ainda “muito alto, é uma linha reta, mas como se fosse da altura do Monte Everest”, com números diários de mortes acima de 2 mil. 

Para Naime, o essencial, no momento, é que a população respeite as regras de flexibilização adotadas nos estados brasileiros. “Qualquer desentendimento nas regras de flexibilização pode ser uma faísca para uma terceira onda”, disse. 

“Qualquer tipo de aumento nos números vai significar uma tragédia talvez ainda maior do que a gente viveu nos meses de fevereiro, março e abril, que foram os piores da pandemia até aqui”, completou. 

O infectologista afirmou que entende a necessidade de flexibilização, desde que seja feita com responsabilidade: “A população tem que entender que a flexibilização não significa banalização, liberou geral, significa que devemos retomar algumas atividades econômicas que são essenciais.” 

Ele ainda defendeu que todas as medidas sanitárias devem ser seguidas à risca, sem promover aglomerações, com distanciamento físico e uso de máscaras.

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