Prefeitura do Rio pretende vacinar pessoas com 33 anos até o próximo sábado

Calendário de vacinação contra a Covid-19 é retomado nesta quarta-feira (28), após suspensão por falta de doses

Profissional com vacina contra a Covid-19
Profissional com vacina contra a Covid-19 Foto: MAURO AKIIN NASSOR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Isabelle Resende, da CNN, no Rio de Janeiro

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Após o recebimento de cerca de 290 mil (291.826) doses de vacinas contra a Covid-19, o município do Rio retoma nesta quarta-feira (28) a aplicação da primeira dose do imunizante, nos 280 pontos de vacinação da cidade, para pessoas com 34 anos.

Pela manhã, serão vacinadas as mulheres e à tarde os homens.  A aplicação da primeira dose na capital foi suspensa no último sábado (24) devido a um atraso do Ministério da Saúde, e retomada, parcialmente, nessa terça-feira (27).  

Em visita a Brasília, o secretário Daniel Soranz disse ainda que uma nova remessa de vacinas está prevista para chegar ao Rio na próxima quinta-feira (29), o que garante a continuidade do calendário para a próxima semana. Caso haja um novo atraso no recebimento das remessas, pode haver outra interrupção na aplicação da primeira dose.  

A expectativa da Prefeitura do Rio é de que até agosto toda a população acima de 18 anos tenha recebido a primeira dose da vacina contra a covid.  

Em entrevista à CNN, Soranz se mostrou preocupado com o avanço da variante Delta na cidade. Até o momento, 27 casos da nova variante já foram identificados na capital carioca. Nenhum deles, até o momento, tem histórico de viagem.   

“No município do Rio 20% dos casos de Covid são de Delta. Essa variante é muito mais transmissível do que outras. Então o melhor jeito de prevenir é vacinar. Apesar da queda de casos, o momento ainda é de preocupação. Não é momento de relaxar. A pandemia não acabou. É preciso continuar usando máscara e respeitar as medidas de contenção”, alertou.   

O Ministério da Saúde informou que após a distribuição da primeira dose do imunizante para toda a população acima de 18 anos, será analisada a redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer, com base em evidências científicas discutidas pela Câmara Técnica Assessora de Imunizações. A medida, segundo o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, é para tentar conter a disseminação da variante Delta.  

Em comunicado, a pasta informou que estados e municípios poderão ser punidos caso descumpram as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre a aplicação da primeira e segunda dose do imunizante.  

O documento foi apresentado durante a reunião com representantes do ministério, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), nesta terça-feira (27), em Brasília.

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