Presidente do Consórcio Conectar lamenta negativa da Anvisa para Sputnik V

Em entrevista à CNN, Gean Loureiro, que também é prefeito de Florianópolis, afirmou que segurança do imunizante tem de ser prioridade

Frasco com a vacina Sputnik V em clínica em Rostov-On-Don, Rússia
Frasco com a vacina Sputnik V em clínica em Rostov-On-Don, Rússia Foto: Sergey Pivovarov/Reuters

Amanda Garcia, da CNN, em São Paulo

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A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de negar a importação da Sputnik V, imunizante russo contra a Covid-19, frustrou as intenções do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar).

Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (28), o presidente do consórcio, Gean Loureiro, lamentou o impasse: “Já tínhamos avançado a negociação com o Fundo Soberano Russo e feito uma proposta de aquisição de 30 milhões de doses. Já estávamos finalizando os detalhes do contrato para poder assinar; entretanto, a negativa acaba decepcionando”, disse ele, que também é prefeito de Florianópolis.

Loureiro defendeu que é preciso haver garantia da segurança da vacina que eventualmente será aplicada e que é necessário “levar em conta a ciência”.

“Há a esperança de que o Fundo Soberano Russo possa responder a todos os questionamentos e, se for aprovado, continuar essa negociação”, completou.

O presidente do consórcio disse que abriu negociação também com os laboratórios da China Sinopharm e Sinovac. Ele adiantou que terá uma reunião nesta quinta-feira (29) com o embaixador chinês no Brasil para buscar apoio entre os governos para estreitar os laços.

Mesmo assim, admitiu que há dificuldades para conseguir vacinas de farmacêuticas do país asiático: “Há problemas para a aquisição de vacinas, especialmente neste primeiro semestre, já que há uma alta demanda, para pouca oferta de vacinas.”

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