Problemas no controle de viajantes podem favorecer novas cepas, diz pesquisador
Medidas devem ser mantidas para evitar um eventual aperfeiçoamento do vírus com a chegada de viajantes no Brasil durante as festas de final de ano, diz pesquisador da Fiocruz
O passaporte vacinal como exigência para a entrada de viajantes no Brasil e a manutenção da exigência da máscara ajudaria a conter o que o pesquisador Raphael Guimarães, do Observatório Fiocruz Covid-19, chama de aperfeiçoamento do coronavírus.
Guimarães, que falou à CNN neste sábado (11), aponta que, a vinda de viajantes com novas cepas e com uma vacinação ainda abaixo da ideal no Brasil e flexibilização de medidas básicas, como uso de máscaras, pode incentivar o surgimento de novas cepas.
“Junta pessoas de vários lugares diferentes carregando formas e cargas diferentes (do vírus), o que pode acontecer é esse vírus ir se aperfeiçoando no meio ambiente e ganhando eventualmente novas mutações, e pode surgir novas variantes”, afirma.
“O passaporte é a melhor medida que pode ser adotada neste momento e garantir que as pessoas estão entrando imunizadas”, diz o pesquisador.
Ele diz que o pedido do comprovante também é uma medida que deve ser usada na circulação dentro do país. O passaporte, segundo Guimarães, deve ser solicitado “não só para a entrada de pessoas estrangeras, mas também dentro do território nacional”, afirma.
O especialista destaca também a importância de se manter a utilização de máscaras com o aumento das aglomerações no fim de ano.
Para Guimarães, a máscara deve ser mantida “até um patamar adequado”, que ele considera como, pelo menos, 80% da população vacinada. “A máscara não traz nenhum malefício, não tem porque abandonar esse hábito”, explica.


