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    Produção nacional de vacina Oxford deve demorar após transferência de tecnologia

    À CNN Rádio, o professor Marco Antonio Stéphano explicou o passo a passo para a fabricação do imunizante

    Profissional da saúde prepara vacina AstraZeneca-Oxford para aplicação
    Profissional da saúde prepara vacina AstraZeneca-Oxford para aplicação Foto: Valentyn Ogirenko/Reuters (5.mar.2021)

    Da CNN

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    Após a transferência de tecnologia, a produção brasileira da vacina contra a Covid-19 de Oxford/AstraZeneca deve demorar entre 3 e 6 meses. Esta foi a avaliação do professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Marco Antonio Stéphano, em entrevista à CNN.

    O contrato da Fundação Oswaldo Cruz com a AstraZeneca deve ser assinado ainda nesta terça-feira (1).

    Segundo Marco Antonio, mesmo após o acordo ser firmado, ainda há etapas a serem cumpridas. “Depois de receber os materiais, a Fiocruz tem que fazer três lotes consecutivos e apresentá-los para a Anvisa e demonstrar que a produção é idêntica à da fábrica, como se fosse uma franquia.”

    O professor explicou que a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo envolve o recebimento de “todos os ingredientes, o código genético da vacina e a célula que produz o vírus não-replicante. Além do protocolo de controle de qualidade da vacina”.

    Marco Antonio Stéphano ainda reforçou que a tendência é de que o leque de vacinas seja ampliado ao longo dos próximos meses e até anos.

    De qualquer forma, ele vê a transferência de tecnologia como uma “vitória maior do que de Copa do Mundo”: “Estamos próximos de ter uma vida normalizada no nosso país.”

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