Reforço da Moderna pode aumentar anticorpos contra Ômicron em 83 vezes

Farmacêutica Moderna anuncia dados preliminares sobre a eficácia da dose de reforço da sua vacina contra a variante Ômicron

Raphael Coraccinida CNN

Em São Paulo

Ouvir notícia

A empresa de biotecnologia Moderna, responsável pelo desenvolvimento de uma das vacinas utilizadas nos Estados Unidos, anunciou números preliminares dos efeitos de doses de reforço do seu imunizante no combate à variante Ômicron nesta segunda-feira (20).

“O reforço atualmente autorizado de 50 µg de mRNA-1273 aumentou os níveis de anticorpos neutralizantes contra Ômicron em aproximadamente 37 vezes em comparação com os níveis de pré-reforço”, disse a empresa.

Os níveis de proteção podem subir consideravelmente se a dose for dobrada. “Uma dose de 100 µg de mRNA-1273 aumentou os níveis de anticorpos neutralizantes em aproximadamente 83 vezes em comparação com os níveis de pré-reforço”, afirmou a Moderna em comunicado.

Anticorpos neutralizantes contra Ômicron foram avaliados em um ensaio de título de neutralização de pseudovírus (ID50) (PsVNT) conduzido em laboratórios estabelecidos pelo Centro de Pesquisa de Vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) da Duke University Medical Center.

Todos os grupos tinham níveis baixos de anticorpos neutralizantes no ensaio Omicron PsVNT antes do reforço.

A Moderna anunciou também que continuará a desenvolver uma vacina específica para a variante Ômicron e que espera avançar em testes clínicos no início de 2022.

“Para responder a esta variante altamente transmissível, a Moderna continuará a avançar rapidamente um candidato a reforço específico do Ômicron para testes clínicos, caso seja necessário no futuro”, disse Stéphane Bancel, CEO da Moderna.

“Também continuaremos a gerar e compartilhar dados em nossas estratégias de reforço com autoridades de saúde pública para ajudá-los a tomar decisões baseadas em evidências sobre as melhores estratégias de vacinação contra SARS-CoV-2”, completa o executivo.

Mais Recentes da CNN