Rio de Janeiro confirma 269 casos de Mpox em 2026; sem óbitos até o momento

Estado teve aumento nas infecções em comparação ao ano anterior e aguarda reforço no estoque de vacinas; no mesmo período em 2025, foram 92 casos

Ana Clara Machado, da CNN Brasil*, São Paulo

A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) divulgou, nesta terça-feira (3), que, entre janeiro e o dia 3 de novembro deste ano, foram confirmados 269 casos de Mpox em todo o estado, sem registro de óbitos. No ano de 2025, no mesmo período, foram registrados 92 casos. 

Em todo o Brasil, são 665 caso no ano.

A pasta ressaltou que deve receber reforço dos estoques de imunizantes contra a Mpox, doença viral infecciosa causada pelo vírus monkeypox, que provoca erupções e lesões na pele, principalmente em um momento próximo ao fim do ano, quando há um aumento da circulação de pessoas. 

Dados do Painel de Ocorrência, com informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), informam que até segunda-feira (2), a Secretaria de Saúde aplicou 953 doses contra a doença em todo o estado. O esquema de vacinação visa a aplicação de duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas. 

A prioridade da aplicação é para grupos com maior risco de exposição ou agravamento do quadro, entre eles estão os profissionais de laboratório que trabalham com Orthopoxvírus, pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão e indivíduos que tiveram contato direto de médio ou alto risco com um caso suspeito ou confirmado de Mpox, após avaliação da vigilância em saúde.  

Como se prevenir? 

A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) destacou que a principal orientação para evitar a Mpox é distanciar-se de pessoas que apresentem sinais da doença, principalmente aqueles com lesões na pele ou nas mucosas.  

Além disso, evitar contatos íntimos e relações sexuais quando houver sinais ou sintomas suspeitos, também é recomendado não compartilhar objetos de uso pessoal. Por fim, é essencial procurar atendimento em uma unidade de saúde ao identificar lesões suspeitas.  

*Sob supervisão de André Rigue.