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    Rio é a capital com o maior número de grávidas mortas por síndrome respiratória

    Prefeitura atribui essa alta à interrupção da vacinação de grávidas que tomaram a vacina da AstraZeneca

    Grávida é vacinada contra Covid-19 no Rio de Janeiro
    Grávida é vacinada contra Covid-19 no Rio de Janeiro Foto: Ricardo Moraes/Reuters (4.mai.2021)

    Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro

    A cidade do Rio de Janeiro tem o maior número de grávidas mortas por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) entre as capitais brasileiras.

    O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (29) pelo Observatório Obstétrico Brasileiro. Também hoje a capital fluminense decidiu que mulher grávidas vacinadas com a primeira dose da vacina da AstraZeneca receberão a segunda dose da vacina da Pfizer.

    Foram 84 gestantes mortas entre 757 infectadas por Covid-19 na capital fluminense, de acordo com os dados compilados pela pesquisa desde o início da pandemia no Brasil, em março de 2020. A taxa de mortalidade no grupo ultrapassa os 10%. Para efeitos de comparação, a cidade de São Paulo tem uma letalidade de 3,6%. 

    Em entrevista exclusiva à CNN, nesta terça-feira (29), o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, admitiu que a interrupção da vacinação de grávidas e puérperas que tomaram primeira dose da vacina da AstraZeneca contribuiu para o aumento do registro de mortes nesse público.  

    “Desde que a vacinação das grávidas foi interrompida era uma preocupação do Comitê Científico em como completar o calendário vacinal do grupo. Infelizmente o Rio teve muitos óbitos entre as grávidas. Não é simples deixar uma gestante com comorbidade sem a imunização. Felizmente os estudos se mostraram eficazes nesta combinação das vacinas”, ressaltou.   

    Com o intuito de reduzir a taxa de óbitos do grupo prioritário, as grávidas e puérperas do Rio de Janeiro que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca receberão a vacina da Pfizer para completar o esquema vacinal.  

    A prefeitura estima que cerca de 6 mil mulheres grávidas foram parcialmente imunizadas com a primeira dose da AstraZeneca e esperam pelo possível reforço vacinal.