Rio libera vacina da Pfizer para grávidas que tomaram 1ª dose da AstraZeneca

Decisão foi tomada com base em estudo que libera a combinação de vacinas contra a Covid-19

Cleber Rodrigues e Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro

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Grávidas e puérperas do Rio de Janeiro que tomaram a primeira dose da vacina da Astrazeneca deverão receber a vacina da Pfizer para completar o esquema vacinal. A informação foi adiantada à CNN por um membro do Comitê Científico contra a Covid-19 e confirmada pelo secretário municipal de saúde via Twitter.

A proposta para retomar a vacinação dessas gestantes foi discutida entre a secretaria municipal de Saúde e o Comitê durante uma reunião extraordinária nesta segunda-feira (28). A imunização deste grupo com a vacina da Astrazeneca está suspensa desde 11 de maio, quando uma grávida morreu no estado do Rio com um quadro de trombose. Ela foi vacinada com as duas doses do imunizante. 

O Ministério da Saúde aponta que cerca de 15 mil gestantes no país receberam a primeira dose da AstraZeneca. Antes, a orientação era para que essas mulheres completassem a imunização 45 dias após o parto com a mesma vacina.  

Em sua conta no Twitter, o secretário de saúde do Rio, Daniel Soranz, confirmou o intercâmbio vacinal. 

“Seguindo a recomendação do nosso comitê: As gestantes que tomaram a primeira dose da vacina AstraZeneca poderão, mediante avaliação dos riscos e benefícios com seus médicos, realizar a segunda dose com a vacina da Pfizer 12 semanas após a primeira dose”, diz a publicação.

A base para essa orientação é uma pesquisa britânica que libera a combinação de vacinas contra a Covid-19.

Os cientistas constataram que conciliar o imunizante da AstraZeneca com o da Pfizer, por exemplo, pode gerar nos vacinados uma “robusta resposta imunológica” e, consequentemente, garantir uma proteção a longo prazo frente ao vírus.  

“Os esquemas “mistos” (Pfizer-BioNTech seguido por Oxford-AstraZeneca e Oxford-AstraZeneca seguido por Pfizer-BioNTech) induziram altas concentrações de anticorpos contra a proteína IgG de pico SARS-CoV2 quando as doses foram administradas com quatro semanas de intervalo”, diz um trecho da pesquisa obtida pela CNN.

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