Rio pode liberar máscaras em locais abertos dentro de uma semana, diz secretário

Infectologista ouvido pela CNN defende que máscaras estejam presentes até o fim da pandemia da Covid-19

Ana Lícia Soaresda CNN

no Rio de Janeiro

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O secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, informou à CNN, nesta segunda-feira (18), que a cidade deve derrubar a exigência do uso das máscaras em locais abertos no próximo dia 26 de outubro. Ele prevê que o município já terá atingido a marca de 65% da população vacinada contra a Covid-19, condição para a flexibilização.

Segundo dados do Painel Covid Rio, a cidade tem até o momento 60% da população vacinada. Informações como a média móvel de casos e internações pela doença continuam sendo analisados, e também serão considerados na decisão. No último boletim epidemiológico, a Prefeitura do Rio informou que a cidade está no melhor cenário.

Para o infectologista e presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, nem todo ambiente aberto é seguro.

“Não há nenhum ganho em retirar a máscara. E a subjetividade? O que é um local aberto, um local fechado? É uma comunicação muito difícil com a população. Ao meu ver, as máscaras deveriam ser tiradas no momento final da pandemia”, declarou Kfouri.

Kfouri também questiona o indicador que está sendo usado para mensurar a liberação das máscaras em locais abertos.

“O melhor indicador para a flexibilização, neste momento, não é o número de vacinados, mas a taxa de transmissão. Quanto menos o vírus estiver circulando, menor a chance de se infectar. Daí, a medida necessária, a meu ver, é a manutenção do uso da máscara”, continuou.

Já para o infectologista Alberto Chebabo, presidente do Comitê Científico da Prefeitura do Rio, há evidências suficientes para derrubar a exigência do uso da proteção facial.

“Considerando a redução da transmissão e de casos no município, associados à alta cobertura vacinal, é possível flexibilizar. Porém, mantendo ainda a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados, estes sim, locais com risco maior de transmissão quando comparado aos ambientes externos”, afirma o Chebabo.

A Prefeitura do Rio informou que, pela quarta semana seguida, o mapa de risco da cidade para a transmissão da Covid-19 está por inteiro na classificação amarela, segundo dados divulgados na 41ª edição do Boletim Epidemiológico, na última sexta-feira (17). Todas as 33 regiões administrativas do município estão no estágio de atenção de risco moderado no indicador que considera óbitos e internações.

Desde março de 2020, o município soma 488.764 casos de Covid-19, com 34.572 óbitos. Em 2021, houve redução desses índices, que passaram para 272.613 casos e 15.503 mortes. A taxa de letalidade deste an está em 5,7%, contra 8,8% em 2020. Já a de mortalidade passou de 286,3 a cada 100 mil pessoas no ano passado para 232,7 a cada 100 mil habitantes, em 2021.

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