Rio prevê dose de reforço contra a Covid-19 em idosos a partir de outubro

Terceira aplicação seguirá critérios etários e pode ser concluída em dezembro, aponta secretário

Vacina contra Covid-19 da Pfizer no Rio de Janeiro
Vacina contra Covid-19 da Pfizer no Rio de Janeiro Foto: Ricardo Moraes/Reuters (4.mai.2021)

Stéfano Salles e Marcela Monteiro, da CNN, no Rio de Janeiro

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O Rio de Janeiro planeja aplicar uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 em idosos. A intenção foi anunciada nesta sexta-feira (30), pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, que apresentou um calendário para aplicação do imunizante.

O objetivo é fazer com que os idosos recebam até o fim do ano a terceira dose. No entanto, embora o plano exista, a medida ainda depende de aval científico. 

O anúncio foi feito durante a divulgação do boletim epidemiológico semanal, no Centro de Operações Rio (COR), na cidade nova, região central da capital fluminense. “Em outubro a gente começa a fazer a dose de reforço em quem tem mais de 80 anos. Em novembro, 70. E, em dezembro, 60”, afirmou o secretário.  

Embora o município tenha anunciado a nova fase do plano municipal de enfrentamento da pandemia, o secretário reforçou a importância de a população continuar a seguir as medidas restritivas contra a pandemia e reforçá-las para que as metas possam ser alcançadas e as liberações de fato ocorram. Entre elas, o uso de máscaras, o distanciamento social e o uso de álcool em gel. 

“A gente precisa avançar no cumprimento das medidas restritivas já colocadas. É importante que as respeitem até setembro. Temos todo o mês de agosto pela frente. Isso [a flexibilização] só vai acontecer se o cenário epidemiológico se mantiver. As pessoas precisam se proteger, evitar exposição desnecessária. E só vai acontecer se o Ministério da Saúde mandar vacina na data correta, três vezes por semana”, afirmou. 

Soranz apontou ainda que, embora a cobertura vacinal de pessoas com 60 anos ou mais esteja boa, ela precisa avançar em relação às pessoas com comorbidades. “São fatores muito importantes, que podem gerar o adiamento da flexibilização. Se a gente não tiver o cenário, pode haver adiamento. É importante avançar na vacinação”, concluiu. 

No calendário de fases que marca o fim das restrições, está prevista para o dia 2 de setembro a liberação de eventos em ambientes públicos, com uso de máscara e álcool em gel. Na mesma data, será liberada também a presença de público com esquema vacinal completo, máscaras e álcool em gel em estádios, com 50% da capacidade permitida. E, nessas mesmas condições, danceterias, boates, casas de show e festas em locais fechados serão autorizadas. 

A segunda etapa está prevista para 17 de outubro. Nela, a capacidade de público em estádios e casas de eventos e festas em locais fechados será ampliada para 100%. Na última etapa, prevista para 15 de novembro, o uso obrigatório de máscaras ficará restrito ao transporte público e a estabelecimentos de saúde.

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