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    Cidade do Rio tem alta de casos de Covid-19 com nova subvariante da Ômicron

    Cerca de 65% dos cariocas não retornaram para a segunda dose de reforço; Secretaria Municipal de Saúde destaca importância da vacinação para conter avanço da BQ.1

    Breno Esaki/Agência Saúde DF

    Beatriz Puenteda CNN

    no Rio de Janeiro

    Cerca de 1,6 milhão de pessoas da cidade do Rio de Janeiro não voltaram para tomar a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19. Com a identificação da nova subvariante BQ.1, a capital fluminense registra um aumento da taxa de positividade, que foi de 5% para 21% em duas semanas.

    A paciente infectada pela nova subvariante é uma mulher de 35 anos, que mora na Zona Norte da cidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ela não viajou recentemente, o que aponta que a contaminação foi local e indica que a BQ.1 já estava em circulação.

    O Rio também tem registrado filas para testagem em alguns postos de saúde. Nesta semana, foram realizados mais de 5.300 testes.

    À CNN, o secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, afirmou que, por enquanto, não irá implementar qualquer nova medida para a prevenção do contágio, como o uso de máscaras. Mas destacou que a vacinação com a segunda dose de reforço é necessária para frear o avanço da nova subvariante, a quem credita o aumento dos casos da doença.

    Três universidades importantes da capital, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), emitiram nota recomendando que os estudantes voltem a utilizar a máscara de proteção nas dependências do campus.

    Atualmente, 34,6% da população elegível da capital fluminense para tomar a segunda dose de reforço contra o coronavírus foi vacinada. No dia 7 de outubro, a média móvel de casos de sete dias era de 53, número que saltou para 345 no dia 7 deste mês de novembro.

    Segundo o secretário de saúde da capital, Daniel Soranz, há disponibilidade de doses para completar o esquema vacinal. Já as doses pediátricas, indicadas para crianças de 3 e 4 anos, estão em falta.

    “Estamos abastecidos com as demais doses. Se a população for se vacinar, vamos conseguir frear os contágios. Nosso sistema de vigilância está em alerta e quem não tomou o reforço, pode internar e pode ficar grave”, ressaltou Soranz.

    Até a noite de terça (8), os hospitais municipais tinham 52 pessoas internadas pela doença, ocupando 58% dos leitos disponíveis.