Rio tem quiosques fechados e ausência de ambulantes em 1º sábado de restrições

Ações consideradas como “preventivas” pela prefeitura começaram a valer nesta sexta-feira

Equipes de fiscalização seguem verificando se as outras normas restritivas estão sendo cumpridas
Equipes de fiscalização seguem verificando se as outras normas restritivas estão sendo cumpridas Foto: Cleber Rodrigues/CNN

Cleber Rodrigues e Isabelle Resende, da CNN, no Rio de Janeiro

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O primeiro fim de semana com restrições no Rio começou com uma cena atípica na capital fluminense: quiosques fechados e a orla de Copacabana com quase nenhum ambulante (com exceção de alguns, que burlaram o novo decreto da prefeitura). As duas atividades, além de feiras de artesanato boates e rodas de samba estão proibidas até o dia 11 de março na cidade do Rio. As ações consideradas como “preventivas” pela prefeitura começaram a valer nesta sexta-feira (5).

Uma hora após o início das restrições na cidade, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) obteve uma liminar na justiça para estender o horário de funcionamento para até as 20h. O município recorre da decisão e pede o cumprimento do decreto, que prevê o horário das 06h às 17h para o setor. 

O prefeito do Rio Eduardo Paes usou as redes sociais no início da noite desta sexta-feira para informar sobre o aumento de 16% nos atendimentos ligados a Covid-19 nas unidades de urgência e emergência da cidade.

“Ontem tivemos um aumento de 16% nos atendimentos nas redes de urgência e emergência da cidade relacionados a Covid-19. Reparem como esse número ia caindo, estacionou e voltou a subir. Esse número não tem nada a ver com internações ou óbitos. Trata-se, no entanto, de uma variável importante. É para essas unidades que as pessoas se dirigem com os primeiros sintomas. A rede municipal segue com vagas e sem fila de espera. É assim que queremos deixar. E esse dado ajuda muito nisso. Quanto menos as pessoas circularem, menos transmissão de vírus. Não é o caso de fechar tudo, mas sim de restringir algumas aglomerações. Aqui decisões são tomadas com base em dados. Não no que eu acho ou penso. Claro, que se soma a esse dado o que está acontecendo em outros lugares no Brasil e a circulação de novas variantes”, escreveu o prefeito do Rio. 

A equipe de reportagem da CNN percorreu alguns polos gastronômicos da cidade no final da tarde de ontem. Na Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, guardas municipais pediram para os comerciantes fecharem as portas às 17h. Mesmo após a decisão da justiça, os estabelecimentos não voltaram a abrir. Já em Copacabana, houve resistência pelo dono de um bar, que foi autuado pela Secretária de Ordem Pública (Seop).

Apesar da decisão da Justiça, as equipes de fiscalização seguem verificando se as outras normas restritivas estão sendo cumpridas, como a proibição de permanência em locais públicos, entre onze da noite e cinco da manhã, e a lotação máxima de 40% da capacidade em locais como  restaurantes, shoppings e lojas de rua.  Além disso, a fiscalização também será feita através do monitoramento das câmeras do Centro de Operações Rio, 24 horas por dia. A multa individual para pessoas físicas, como nos casos de falta de máscara de proteção e aglomerações, passou de R$ 112,48 para R$ 562,42. Já para os estabelecimentos pode chegar a R$ 50 mil.

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