Rio torna vacinação contra a Covid-19 obrigatória para servidores municipais

Decisão afeta ainda prestadores de serviço das administrações direta e indireta da prefeitura

Profissional com vacina contra a Covid-19
Profissional com vacina contra a Covid-19 Foto: Mauro Akiin Nassor/FOTOARENA/Estadão Conteúdo

Marcela Monteiro, Pauline Almeida e Stéfano Salles, da CNN, no Rio de Janeiro

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Na cidade que concentra a maior parte de casos confirmados da variante Delta no Brasil, o Rio de Janeiro, a vacinação contra a Covid-19 será obrigatória para servidores públicos do município e prestadores de serviços contratados por órgãos e entidades da administração pública direta ou indireta. A decisão é do prefeito Eduardo Paes (PSD) e foi oficializada nesta quarta-feira (18), por meio de um decreto publicado no Diário Oficial.  

A norma diz que a recusa, sem justa causa, será considerada falta disciplinar, passível de sanções que podem levar a penalidades previstas no Estatuto dos Servidores Municipais, que podem variar da advertência à demissão. A medida já foi adotada em outras cidades do país, entre elas, São Paulo. A norma, contudo, ainda será regulamentada pela Secretaria Municipal de Fazenda, como explica o secretário municipal de Saúde Daniel Soranz.

 

Se não houver nenhum motivo clínico ou algo que justifique a não vacinação, ele (o servidor) vai responder a um inquérito administrativo, porque vai colocar os outros servidores e a população em risco. Cada um precisará informar a situação vacinal ao longo do mês de setembro. Gradativamente, conforme for chegando a idade do servidor estar (com a vacinação) completa, ele deverá informar ao setor de recursos humanos.

Daniel Soranz

 

Na segunda-feira (16), o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LVM/UFRJ) anunciaram que a linhagem originária da Índia se tornou prevalente no estado no mês de julho, superando a Gamma, originária de Manaus, e já responde por 60,3% dos casos.

Na capital, onde vale a medida para os servidores, o percentual chegou a 66%. Em toda a rede SUS localizada no município, incluindo unidades da prefeitura, do governo do estado, da União e particulares conveniadas, a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva está em 95%. No âmbito de enfermarias, está em 89%.

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