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    Risco de demência canina aumenta anualmente após os 10 anos; veja os sinais

    Identificação dos sintomas e intervenção precoce podem estender e melhorar a qualidade de vida dos animais

    Risco de demência em cachorro aumenta anualmente após os 10 anos de vida do cão
    Risco de demência em cachorro aumenta anualmente após os 10 anos de vida do cão Stephanie Moody / Rues Rescue & Sanctuary

    Sandee LaMotteda CNN

    Assim como as pessoas, os cães também podem desenvolver demência à medida que envelhecem. Aquele cachorro ágil que costumava sair correndo pela porta pode um dia andar cambaleante até o armário para se aliviar.

    É uma realidade infeliz que muitos donos de cães podem ter que enfrentar, especialmente se a raça de seu cachorro viver 10 anos ou mais. Um novo estudo que faz parte do Dog Aging Project descobriu que o risco de desenvolver problemas cognitivos em muitos cães aumenta em 52% a cada ano após os 10 anos de idade.

    Mas não há razão para se desesperar se o seu melhor amigo peludo está mostrando sinais de declínio cognitivo canino, ou DCC, disse a veterinária Dana Varble, diretora da Comunidade Veterinária da América do Norte.

    “Muitas vezes, os donos de animais de estimação pensam que seus cães estão apenas ‘desacelerando’ e não percebem que há coisas que podem fazer para aliviar, retardar ou até evitar o declínio cognitivo à medida que os cães envelhecem”, disse Varble.

    “Estudos mostram que a atividade mental e o exercício são importantes para o bem-estar mental de um cão, assim como em humanos. Estimular o cérebro é importante e isso pode ser feito facilmente com quebra-cabeças alimentares, por exemplo”, disse ela.

    Quebra-cabeças alimentares são brinquedos em que os donos escondem guloseimas, e cabe ao cachorro empurrar, sacudir ou tentar retirar essas comidas escondidas. Essas atividades ajudam a manter os cérebros de cães e gatos engajados, dizem os especialistas.

    Além disso, “os suplementos nutricionais demonstraram melhorar os sinais e retardar o declínio do DCC. Também existem alimentos especiais para cães idosos”, disse Varble.

    Estilo de vida

    No novo estudo, publicado quinta-feira (25) na revista Scientific Reports, os pesquisadores pediram a mais de 15 mil donos de cães que completassem duas pesquisas entre dezembro de 2019 e 2020 sobre a saúde e o estado cognitivo de seus animais. Em seguida, os cientistas agruparam os cachorros por idade e analisaram os resultados.

    Com base apenas na idade, as chances de um cão desenvolver declínio cognitivo canino aumentaram 68% a cada ano após uma década de vida. Mas quando outros fatores foram levados em consideração, como a raça do cão, problemas de saúde existentes, esterilização e atividade física, o risco caiu para 52% por cada ano de vida.

    Cachorro
    Cachorro / StockSnap/Pixabay

    Cães inativos da mesma raça, estado de saúde, idade e estado de esterilização eram quase 7 vezes mais propensos a ter demência canina do que cães ativos com as mesmas características. Se é a inatividade que leva à demência ou vice-versa não está claro, disseram os autores do estudo.

    Além disso, cães com histórico de distúrbios neurológicos, oculares ou auditivos apresentaram maior risco de declínio cognitivo, de acordo com o estudo.

    Também há boas notícias: o estudo não encontrou quase nenhum declínio cognitivo em cães com menos de 10 anos.

    Quais sinais devemos ficar atentos

    Veterinários estudam os sinais e sintomas da demência canina há anos para tentar entender melhor e ajudar os animais de estimação sob seus cuidados. Veja abaixo quais deles devemos ficar atentos, de acordo com especialistas:

    • Desorientação: cães com problemas cognitivos podem começar a ter problemas para se locomover pela casa ou começar a vagar como se estivessem perdidos. Eles podem ficar presos atrás de móveis e não saber como sair ou olhar sem propósito para o chão, paredes ou para o nada. Eles podem até deixar de reconhecer os membros da família.
    • Mudanças nos ciclos do sono: a demência pode fazer com que os cães confundam o dia e a noite, e seu animal de estimação pode acordar durante a noite e começar a andar pela casa, latindo ou choramingando. A insônia à noite pode levar ao sono excessivo durante o dia.
    • Treinamento em casa: alguns cães esquecem o que foram treinados em casa por anos e começam a se aliviar dentro da residência, o que pode deixá-los ansiosos. Eles podem esquecer de alertar os donos de quando precisam sair, ou até mesmo esquecer de fazer suas necessidades enquanto estão fora e fazer dentro de casa quando voltarem.
    • Mudanças no comportamento social: As interações com você e outras pessoas em suas vidas podem mudar. Um cão pode se tornar mais pegajoso, medroso ou carente. Ou o cão pode tornar-se antissocial, afastando-se das interações e passando algum tempo sozinho.
    • Mudanças na atividade física: Um cachorro com declínio cognitivo pode perder o interesse em brinquedos favoritos, outros cães e pessoas ou começar a andar sem rumo, sem capacidade de se acalmar em um lugar.

    Leve seu cão ao veterinário se você identificar algum desses sinais, e quanto mais cedo melhor, sugeriu Varble. “A intervenção precoce pode estender e melhorar a qualidade de vida de nossos animais de estimação”, disse ela.

    Primeiro, o veterinário irá examinar o cachorro para outras causas dos sintomas, eliminando coisas como diabetes, perda de visão e audição, problemas renais ou urinários, artrite, hipertensão e doença de Cushing, causada por um excesso do cortisol, o hormônio do estresse.

    Se você e seu veterinário detectarem os sinais de demência precocemente, o médico poderá sugerir um medicamento que trabalha no neurotransmissor dopamina para ajudar no declínio.

    O veterinário também pode colocar seu cão em uma dieta saudável para o cérebro e incentivar mais atividade física, socialização e estimulação cerebral por meio de quebra-cabeças alimentares, ensinando novos truques e incentivando farejar nas caminhadas.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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