RJ pede 20% a mais de vacinas contra Covid-19 para conter variante Delta 

Alerta sobre cepa foi reforçado por governadores  

Posto de vacinação no Museu Da República, no Catete
Posto de vacinação no Museu Da República, no Catete Foto: Pedro Duran/ CNN

Leandro Resendeda CNN

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O Rio de Janeiro pediu ao Ministério da Saúde que aumente em 20% a quantidade semanal de vacinas contra a Covid-19 destinada ao estado como forma de conter a disseminação da variante Delta. O pedido foi formalizado durante reunião realizada nesta terça-feira (03) entre o governador Cláudio Castro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

No encontro, integrantes do governo do Rio reclamaram do fato de as doses extras para conter a Variante Delta não terem sido encaminhadas à capital fluminense, considerada uma das portas de entrada de estrangeiros no Brasil.

Nesta quarta-feira (04), uma carta do Fórum de Governadores ao Ministério da Saúde endossou o pedido do Rio de Janeiro por mais doses para conter a cepa. No texto, o governador do Piauí, Wellignton Dias, que coordena o tema da vacinação contra a Covid-19 no Rio, escreve que o aumento de casos da variante Delta no Rio configura “ameaça não apenas ao enfrentamento da crise sanitária fluminense, mas também aos esforços de vacinação em todo o território nacional, que mantém com aquele Estado vínculos estreitos de intercâmbio”. 

À CNN, o secretário estadual de saúde do Rio, Alexandre Chieppe, afirmou que o pleito foi de aumentar em pelo menos 20% o número de vacinas contra o coronavírus destinado ao Rio de Janeiro. “A outra possiblidade é que o Ministério da Saúde faça a redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer, para 21 dias. Não dá para conter a variante, mas reduzir a sua circulação e evitar seu alastramento”, declarou.  

A resposta sobre uma maior alocação de doses de vacinas contra Covid-19 ao Rio depende do Ministério da Saúde. A Secretaria Estadual de Saúde do Rio calcula que cerca de 26% dos casos de Covid-19 sequenciados são da variante Delta. Na capital fluminense, o número chega a 45%. 

A CNN procurou o Ministério da Saúde e aguarda um posicionamento.

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