Saberemos em até 3 semanas se Ômicron escapa da proteção da vacina, diz especialista

À CNN Rádio, Marco Antonio Stephano afirmou que ajuste da vacina, caso a variante seja resistente, demoraria 3 meses

Vacinação contra a Covid-19 em São Paulo
Vacinação contra a Covid-19 em São Paulo Marcelo Pereira/Secom/Prefeitura de São Paulo

Amanda GarciaBel Camposda CNN

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De acordo com o professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e especialista em desenvolvimento de vacina, Marco Antonio Stephano, em até 3 semanas será possível definir se a variante Ômicron do coronavírus escapa da proteção das vacinas.

A nova cepa preocupa autoridades ao redor do mundo devido ao potencial de ser mais transmissível do que as anteriores, já que apresenta um maior número de mutações.

“Temos que esperar de 2 a 3 semanas para saber se as vacinas são eficientes [contra a variante], as informações estão sendo passadas baseadas em simulação de computador, não foram feitos testes em laboratório”, afirmou.

O especialista reforçou que “em função do número de mutações, há medo de que os imunizantes não funcionem, mas a vacina não é só anticorpo, temos resposta celular que são mais efetivas também.”

No caso da Ômicron apresentar resistência, seria “muito fácil” adaptar as fórmulas existentes de imunizantes, segundo Marco Antonio.

“A tecnologia está disponível, Pfizer, Moderna, AstraZeneca, o Butantan, em 3 meses teriam uma nova vacina, se for verificado que não funciona, se for tão patogênica quanto as primeiras, em 3 meses consegue se fazer novas vacinas”, disse.

O pesquisador ainda reforçou que o coronavírus ainda ficará em circulação durante muito tempo: “Teremos que conviver com ele até que cheguemos a 80 ou 90% da população mundial completamente imunizada, e é possível de fazer como aconteceu com a varíola e agora caminha com a poliomielite.”

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