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    Saiba o que fazer diante de sintomas de varíola dos macacos

    Ministério da Saúde recomenda que, diante de algum sinal suspeito, as pessoas devem procurar atendimento médico

    Principal forma de transmissão da monkeypox é pelo o contato direto pessoa a pessoa
    Principal forma de transmissão da monkeypox é pelo o contato direto pessoa a pessoa RunPhoto/Getty Images

    Lucas Rochada CNN

    São Paulo

    A infecção pela varíola dos macacos, também chamada de monkeypox, pode provocar lesões na pele, aumento dos gânglios (ou ínguas), febre, dores de cabeça e no corpo, calafrios, além de fraqueza e indisposição.

    O Ministério da Saúde recomenda que, diante de algum sintoma suspeito, as pessoas devem procurar atendimento médico em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação.

    Durante a consulta, é importante informar se houve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença. Com base nesses registros coletados durante a consulta, o especialista poderá fazer o pedido de teste de diagnóstico.

    Ministério da Saúde recomenda que o teste seja feito em todos os pacientes com suspeita da doença e que o isolamento deve começar antes mesmo do resultado dos exames.

    Com o objetivo de acelerar o diagnóstico da doença e tornar a definição de caso mais precisa, o Ministério da Saúde trabalha com quatro classificações de casos: suspeito, provável, confirmado e descartado (veja detalhes abaixo).

    Como caso suspeito, o ministério considera o indivíduo que apresenta início súbito de lesão em mucosas ou na pele profunda e característica de monkeypox, que pode ser única ou múltipla, em qualquer parte do corpo. A descrição epidemiológica inclui dor na região anal e inchaço do pênis, podendo estar associada a outros sintomas.

    Já os casos prováveis incluem as características do caso suspeito somadas a outros critérios, como  que atende à definição de caso suspeito, que apresente um ou mais critérios específicos – como exposição próxima e prolongada, sem proteção respiratória, ou contato físico direto, incluindo contato sexual, com parcerias múltiplas ou desconhecidas nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas – com investigação laboratorial de varíola dos macacos não realizada ou inconclusiva.

    Os casos confirmados são aqueles com resultado laboratorial positivo para varíola dos macacos por diagnóstico molecular (PCR em tempo real ou sequenciamento). São considerados descartados os casos com resultado negativo para o mesmo tipo de exame.

    O diagnóstico da varíola dos macacos é feito de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. O teste para diagnóstico laboratorial é realizado em todos os pacientes com suspeita da doença. A amostra a ser analisada será coletada, preferencialmente, da secreção das lesões.

    Até o momento, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra 3.450 casos confirmados de varíola dos macacos.

    A doença foi registrada nos estados de São Paulo (2.279), Rio de Janeiro (403), Minas Gerais (159), Distrito Federal (141), Paraná (83), Goiás (136), Bahia (29), Ceará (29), Rio Grande do Norte (14), Espírito Santo (8), Pernambuco (19), Tocantins (1), Maranhão (2), Alagoas (1), Acre (1), Amazonas (15), Pará (4), Paraíba (1), Piauí (2), Rio Grande do Sul (54), Mato Grosso (13), Mato Grosso do Sul (12), e Santa Catarina (44).

    Isolamento e cuidados

    Aos pacientes com bom estado geral, que não fazem parte da população de risco, recomenda-se que seja prescrito tratamento dos sintomas. O paciente deve permanecer isolado, preferencialmente em ambiente domiciliar, até a liberação dos resultados laboratoriais. Nesse momento, o paciente deve passar por nova avaliação médica e receber orientações quanto ao tratamento.

    As lesões na pele devem ser cobertas o máximo possível, com o uso de camisas de mangas compridas e calças, também para minimizar o risco de contato com outras pessoas. As roupas devem ser trocadas se ficarem úmidas e higienizadas de maneira separada. Para evitar o risco de contaminação de outras partes do próprio corpo, o paciente deve evitar tocar nas feridas e não levar as mãos à boca e aos olhos, por exemplo.

    O médico Demetrius Montenegro, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), orienta que as bolhas, características da doença, não devem ser estouradas. A higienização da pele e das lesões pode ser realizada com água e sabão.

    “O paciente deve evitar o manuseio das lesões. Se tocar a lesão, lave as mãos com água e sabão e utilize o álcool em gel para evitar a contaminação de outras partes do próprio corpo”, afirma.

    O especialista recomenda que os pacientes evitem a automedicação e utilizem somente os fármacos prescritos pelo profissional de saúde. “A automedicação tem que ser evitada. O paciente recebe recomendações de analgésicos, para o caso de dor, então é importante seguir as orientações nesse sentido”, alerta.