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    Saiba quando as vacinas bivalentes da Pfizer contra Covid-19 estarão disponíveis

    Estratégia de imunização com as vacinas bivalentes e os grupos que serão priorizados estão em processo de definição pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), de acordo com o Ministério da Saúde

    Vacina da Pfizer contra a Covid-19
    Vacina da Pfizer contra a Covid-19 Myke Sena/MS

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas bivalentes da Pfizer contra a Covid-19, que contemplam sublinhagens da variante Ômicron, na terça-feira (22). De acordo com a Anvisa, os imunizantes devem ser utilizados como doses de reforço contra a doença.

    Na noite de terça-feira, a Pfizer divulgou uma nota em que afirma que as vacinas atualizadas devem ser entregues ao Brasil nas próximas semanas.

    “Ressaltamos que a vacina monovalente original segue disponível para uso imediato nos postos de saúde e continuam sendo importante instrumento no combate à Covid-19, seja como esquema primário, assim como dose de reforço. O contrato atualmente vigente de fornecimento de vacinas da Pfizer ao país inclui a entrega de potenciais vacinas adaptadas à novas variantes e/ou para diferentes faixas etárias”, diz a Pfizer.

    A CNN consultou o Ministério da Saúde sobre prazos para a chegada das vacinas bivalentes ao país e disponibilização nos postos de saúde. Em nota, o ministério afirmou que “vai solicitar ao laboratório o cronograma de envio dos lotes com os novos imunizantes, tendo em vista que o atual contrato da pasta com os fornecedores contempla a entrega de vacinas com cepas atualizadas”.

    Segundo o ministério, a estratégia de imunização com as vacinas bivalentes, assim como os grupos que serão priorizados, estão em processo de definição pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). “As orientações para a aplicação da vacina e o cronograma de distribuição serão formalizados em nota técnica aos estados nos próximos dias”, disse.

    O Ministério da Saúde ressaltou ainda que as atuais vacinas continuam efetivas contra as formas graves da doença e óbitos. “O esquema vacinal completo, incluindo as doses de reforço, são fundamentais para que se possa dar continuidade nas ações de vacinação em 2023”, diz a nota.

    Entenda o esquema da dose de reforço

    Estudos científicos apontam que o organismo amplia a resposta imunológica contra o coronavírus por meio das doses de reforço contra a doença. A aplicação das doses de reforço no país segue orientação do Ministério da Saúde.

    Atualmente, a primeira dose de reforço para quem iniciou o esquema vacinal com AstraZeneca, Pfizer ou Coronavac, é recomendada para pessoas com mais de 12 anos de idade e deve ser administrada quatro meses após a segunda aplicação. Já a segunda, no momento, é recomendada pelo Ministério da Saúde para a população acima de 40 anos de idade e trabalhadores da saúde independentemente da idade e deve ser administrada após quatro meses da primeira dose de reforço.

    Para quem começou o esquema vacinal com a aplicação única da Janssen, a recomendação é um reforço administrado dois meses após o início do esquema vacinal; e os outros dois que devem obedecer ao intervalo de quatro meses entre um e outro. Para a população imunocomprometida de 12 a 39 anos, que iniciou o esquema vacinal com AstraZeneca, Pfizer ou Coronavac é recomendada uma dose de reforço quatro meses após a adicional.

    Para os imunocomprometidos que iniciaram o esquema vacinal com Janssen, está indicado duas aplicações de reforço após a dose adicional, com intervalo de quatro meses entre elas. As vacinas recomendadas para o reforço são as da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen — essas podem ser utilizadas para pessoas com 18 anos de idade ou mais. Para os adolescentes entre 12 e 17 anos, deve ser utilizada preferencialmente a vacina Pfizer. Caso não esteja disponível, pode ser utilizada a vacina Coronavac na dose de reforço, segundo o ministério.

    Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) mostram que 69 milhões de pessoas estão em atraso com a primeira dose complementar. O Ministério da Saúde destaca que foram feitos estudos que demonstram que a capacidade de resposta do organismo, chamada imunogenicidade, após aplicação dos reforços de imunizantes alternados é adequada.