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    São Paulo tem filas e lotação de pacientes com síndrome gripal em hospitais

    Nos últimos sete dias, capital paulista registrou um aumento de 30% nos casos de Covid-19

    Adriana De LucaGiovanna BronzeDenise Ribeiroda CNN

    em São Paulo

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    Nos últimos sete dias, a cidade de São Paulo registrou um aumento de 30% nos casos de Covid-19, segundo o secretário municipal da saúde, Edson Aparecido. Isso somado à disparada de pacientes com gripe levou à lotação de vários hospitais da capital.

    Nesta quarta-feira (5), na sala de espera do pronto atendimento da AMA Sorocabana, que fica na Lapa, zona oeste de São Paulo, não havia cadeiras suficientes para os pacientes, que se aglomeravam à espera de atendimento médico. Muitos relataram à reportagem da CNN que estavam ali há pelo menos cinco horas.

    Entre eles o Gabriel, que testou positivo para Covid-19, mas ficou no mesmo ambiente que todos, aguardando para passar por um médico.

    “Estou bem, mas testei positivo e tá tudo misturado mesmo”, ele afirmou.

    Em outra Unidade de Pronto Atendimento, na Vila Mariana, o local também estava cheio, assim como a Santa Casa, no centro.

    No Hospital Ipiranga, zona sul, profissionais relataram que pacientes foram agressivos, por causa das longas filas de espera, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado.

    De acordo com o SindSaúde-SP, a cada 100 fichas, no mínimo 80 são de pacientes que apresentam sintomas gripais. Somente nesta quarta-feira (5), até às 17h, foram realizados quase 200 atendimentos. Além da demora no atendimento médico, os pacientes muitas vezes precisam aguardar entre 8 e 10 horas, por conta da espera de resultados de exames e o retorno com o médico.

    Rede particular

    Na rede privada a situação não é diferente. Hospital particulares também relatam uma explosão no atendimento de pacientes com sintomas respiratórios.

    No hospital Santa Paula, zona oeste, houve um aumento de 268% na demanda em dezembro, em relação a novembro. No hospital Vitória, zona leste, a alta foi de 28,8%.

    No hospital Sírio Libanês, a alta é diária. De acordo com o chefe do pronto atendimento, o médico Christian Morinaga,a movimentação no hospital é maior do que a primeira e do que a segunda onda da Covid-19, porém os casos são menos graves.

    “Graças a vacinação os pacientes chegam aqui com sintomas brandos, não precisam de internação e não ocupam leitos como no ano passado”, afirmou.

    Aumento de casos de gripe e de Covid

    A secretaria municipal da saúde atribui o aumento da procura de atendimento e do tempo de espera nas unidades de saúde ao aumento de casos de gripe e Covid-19.

    Até o dia cinco de janeiro foram realizados 44.465 atendimentos a pessoas com sintomas respiratórios, sendo 25.019 suspeitos de Covid-19. 1.557 casos foram confirmados para Covid-19.

    O secretário municipal da saúde, Edson Aparecido, disse nesta quarta-feira que o tempo de espera nas unidades públicas de Saúde pode aumentar nas próximas semanas, por conta da testagem dupla. A cidade está realizando testes para Covid e para influenza, como medida para tentar controlar a doença.

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