São Paulo vai reavaliar regras sobre uso de máscaras após casos de Ômicron

Avaliação do Comitê Científico estadual deve ficar pronta na próxima semana; estado pretende liberar máscaras em locais abertos a partir do dia 11

Secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que Instituto Adolfo Lutz confirmou a detecção da variante em dois brasileiros
Secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que Instituto Adolfo Lutz confirmou a detecção da variante em dois brasileiros Foto: Estadão Conteúdo

João de Marida CNN

em São Paulo

Ouvir notícia

O governo de São Paulo informou nesta terça-feira (30) que vai reavaliar as regras sobre o uso de máscaras em locais abertos após a confirmação de dois casos da variante Ômicron do novo coronavírus no estado. Segundo o comunicado, o pedido feito pelo governador João Doria (PSDB) ao Comitê Científico do Estado deve ficar pronto na próxima semana.

“O nosso parâmetro sempre foi o cenário epidemiológico em São Paulo. E, por isso, precisamos saber o impacto da nova variante com a flexibilização do uso de máscaras em espaços abertos. É necessário ter cautela e avaliar esse novo elemento. O nosso compromisso é com a saúde da população”, disse Doria.

No último dia 24, o governo de São Paulo anunciou que vai desobrigar o uso de máscaras de proteção em espaço aberto a partir de 11 de dezembro. O uso das máscaras continuará obrigatório em ambientes fechados e no transporte público.

A flexibilização do uso de máscaras em espaços abertos foi anunciada após orientação do Comitê Científico do Estado e em dados positivos de avanço da vacinação e do cenário epidemiológico no estado, segundo governo estadual.

Ômicron em São Paulo

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta terça-feira (30) que serão enviadas para análise laboratorial confirmatória as amostras de dois brasileiros que, preliminarmente, apresentaram resultado laboratorial positivo para a variante Ômicron do novo coronavírus, após testagem realizada pelo laboratório Albert Einstein, na cidade de São Paulo.

Segundo a Anvisa, a testagem foi feita em um passageiro vindo da África do Sul, que desembarcou no aeroporto de Guarulhos (SP) no dia 23, com resultado de exame RT-PCR negativo, com vistas a se preparar para a viagem de regresso à África do Sul, procurou o laboratório localizado no aeroporto no dia 25, para — já na companhia de sua esposa — realizar o teste de RT-PCR requerido para o retorno.

Naquele momento, ambos testaram positivo para a Covid-19 e o fato foi comunicado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) de São Paulo.

Segundo informações do âncora da CNN Kenzô Machida, o casal já está em isolamento domiciliar, apresenta sintomas leves da Covid-19 e não tem histórico de vacinação.

Após o resultado positivo, o laboratório Albert Einstein realizou o sequenciamento genético das amostras, notificou a Anvisa sobre os resultados e sobre o início dos procedimentos para sequenciamento genético nesta segunda-feira (29).

Nesta terça-feira (30), no entanto, o laboratório informou que, em análises prévias, foi identificada a variante Ômicron. De acordo com os protocolos nacionais, o material deve ser enviado ao Instituto Adolfo Lutz (IAL) para fins de confirmação do sequenciamento genético.

Instituto confirma variante Ômicron em brasileiros

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse à CNN, nesta terça-feira (30), que o Instituto Adolfo Lutz confirmou a detecção da variante Ômicron em dois brasileiros que vieram da África do Sul.

“Nesse momento deixou de ser na análise preliminar, nós tivemos uma qualidade técnica bastante aguçada do teste realizado – a genotipagem, essa expansão genética do vírus – pelo hospital Albert Einstein, foi mandado para o Instituto Adolfo Lutz, que já confirmou se tratar de duas amostras compatíveis com a Ômicron, ou seja, a nova variante detectada em  novembro na África do Sul”, disse Gorinchteyn.

(*Com informações de Rafaela Lara e Anna Gabriella Costa, da CNN, em São Paulo)

Mais Recentes da CNN