Saúde avisa a estados que não dará vacinas a quem não cumprir regras do PNI

Quem assina o documento é a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo

Caio Junqueira

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O Ministério da Saúde encaminhou na noite desta quarta-feira (1º) a todos os estados e ao Distrito Federal um ofício no qual informa que não irá garantir vacinas a quem não seguir as regras do Plano Nacional de Imunização (PNI).

O documento diz que “o Ministério da Saúde adverte que não garantirá doses para os estados e Municípios que adotarem esquemas vacinais diferentes do que está disposto no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 , os quais foram definidos pelos representantes das três instâncias gestoras do SUS- Ministério da Saúde, Conass e Conasems”.

Afirma ainda que “as decisões sobre a aplicação das doses de reforço para idosos e imunossuprimidos, redução de intervalo entre as doses, intercambialidade de vacinas, vacinação de gestantes e adolescentes, entre outras, são baseadas em evidências científicas, ampla discussão entre especialistas, cenário epidemiológico, população-alvo, disponibilidade de doses e autorização de órgãos regulatórios como a Anvisa.”

Quem assina o documento é a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo.

Ele tem dois endereços principais: São Paulo e Rio de Janeiro, que vem adotando regras distintas da estabelecida pelo Ministério da Saúde. A pasta, por exemplo, fala que a dose de reforço acima de 70 anos deve ser administrada com as vacinas Pfizer e que também pode AstraZeneca e Janssen. São Paulo acrescentou Coronavac, que o ministério diz haver estudos de que não seria eficaz nesses casos.

Já sobre o Rio, o Ministério da Saúde fala que a dose para imunossuprimidos deve ser administrada após 28 dias do esquema vacinal completo. O Rio divulgou que vai aplicar após seis meses.

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