Saúde mental do brasileiro não está boa, falta educação emocional, diz psicólogo

À CNN Rádio, Leonardo Abrahão disse que a campanha Janeiro Branco é importante para conscientização sobre a importância da saúde mental

Amanda Garcia, da CNN
sombra de uma pessoa sentada com as mãos na cabeça abaixada encostada na parede
Adolescente podem enfrentar desafios durante essa fase da vida  • Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Janeiro é o mês da conscientização dos cuidados com a saúde mental e emocional, com a campanha conhecida como Janeiro Branco, criada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, em 2014.

Em entrevista à CNN Rádio, ele explicou que a iniciativa é importante para chamar a atenção para o assunto.

“A gente tem que pensar de maneira multidimensional, saúde do brasileiro não está legal, é fato”, disse.

Ele lembra que a Organização Mundial da Saúde tem dados validados dizendo que o Brasil é a população com “mais ansiedade do mundo”, além de estar entre os cinco povos das Américas mais deprimidos.

As explicações, de acordo com o psicólogo, passam por uma série de motivos.

Leonardo acredita que “nunca houve educação emocional e sentimental” e isso gera “um analfabetismo emocional”, para reconhecer os conceitos como o que é felicidade sincera.

Somado a isso, a “sociedade brasileira é uma das mais injustas e desiguais do mundo”, o que gera uma pressão extra na população no geral.

O psicólogo vê falta de “psicoeducação” e de um projeto de levar informação para as pessoas, “que é o que o Janeiro Branco busca fazer.”

Ele avalia que esses dois fatores são capazes de fazer com que as pessoas observem sinais e busquem alternativas para aliviar a saúde mental.

“Cada pessoa tem um ritmo, biotipo, quantidade de horas de sono necessária para ser funcional, relação com alimentos, bebidas, sexo, religião, todas as circunstâncias da vida”, ponderou.

O que serve para todo mundo, segundo ele, é “tentar buscar mecanismos”, que podem ser práticas terapêuticas, culinária, jardinagem, meditação, desenho, artes, e, se não for suficiente, psicólogos e assistentes sociais para prestar atendimento profissional.

*Com produção de Bruna Sales