Secretário do RJ: Calendário de vacina é ousado, mas factível de ser cumprido
À CNN, secretário de saúde Daniel Soranz falou sobre estudo de vacinação em massa na Ilha de Paquetá, que receberá 1ª dose até este domingo (20)
A prefeitura do Rio de Janeiro pretende vacinar todos os cariocas acima de 18 anos até o dia 31 de agosto, um mês e 21 dias antes da data inicial prevista. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (18).
Em entrevista à CNN, o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, confirmou ser possível a antecipação da data. "A gente espera que o Ministério da Saúde consiga enviar as doses e que a gente possa cumprir o calendário", afirmou.
Segundo Soranz, o anúncio do prefeito Eduardo Paes está dentro do esperado. “É um calendário bastante ousado, mas bem factível de ser realizado. O Rio de Janeiro é uma das capitais que está à frente na disputa de quem mais vacina e o nosso objetivo é continuar vacinando com velocidade para continuar protegendo a população o quanto antes.”
Gestantes e adolescentes
A respeito da vacinação em mulheres grávidas, o secretário disse que na próxima semana, de segunda (21) a sexta-feira (25), elas serão imunizadas com a Pfizer e a Coronavac, seguindo a orientação do ministério da Saúde em não se utilizar a AstraZeneca nesta população. "Não teremos problemas de falta de vacina para este público", disse.
O secretário falou ainda sobre o planejamento da capital a fim de ser a primeira cidade do Brasil a iniciar a vacinação de adolescentes. A previsão é que seja feita em setembro, após a conclusão dos adultos. “No mês de julho a gente recebe 700 mil doses de Pfizer só para a cidade do Rio de Janeiro. E, também, está prevista uma grande remessa de vacina da Pfizer no mês de setembro, quando a gente espera estar vacinando as crianças e adolescentes entre 12 e 18 anos.” Até agora, a Anvisa autorizou apenas o uso da Pfizer para este grupo.
Estudo na Ilha de Paquetá
Daniel Soranz informou sobre o estudo de vacinação em massa realizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em parceria com a prefeitura do Rio, em toda a população adulta da Ilha de Paquetá, que fica na baía de Guanabara. “A Ilha de Paquetá foi escolhida pela Fiocruz e pela Secretaria Municipal de Saúde para que tenha toda a sua população vacinada até este domingo (20) e oito semanas depois, a gente espera fazer a segunda dose e avaliar os efeitos da vacina 14 dias após."
Para isso, segundo Soranz, será realizado um evento teste, uma espécie de carnaval controlado com testagem de Covid-19 antes e depois da data. "Não é um carnaval como a gente tem na Ilha de Paquetá, que a Ilha dobra de população em muito pouco tempo, é um carnaval restrito para um grupo de pessoas selecionadas pelo estudo 14 dias depois que essa população estiver totalmente imunizada", explica.
Segundo o secretário, a Fundação estuda realizar o estudo de vacinação na região de Manguinhos e na Maré. “Está em tramitação interna ainda na instituição, mas provavelmente estas duas comunidades vão ser escolhidas para demonstrar os efeitos das vacinas nas favelas do Rio de Janeiro.”