‘Sequenciamento de novas cepas é feito quase em tempo real’, diz virologista

Virologista da Fiocruz, Marilda Siqueira explica que não houve falhas em sequenciamentos genéticos de mutações da Covid-19 no Brasil

Produzido por Vinícius Tadeu e Layane Serrano

Da CNN, em São Paulo

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O Brasil registrou na última semana, em mais de um dia, mais de 4 mil mortes em um período de 24 horas pela Covid-19. Cientistas e profissionais da saúde estudam se uma das causas deste agravamento é a alta transmissibilidade das novas variantes que estão em circulação no Brasil.

A primeira nova cepa brasileira foi identificada em Manaus, em janeiro de 2021, após a doença crescer exponencialemnte no Amazonas.

Para a virologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Marilda Siqueira, o Brasil não falhou no sequenciamento genético destas novas linhagens. 

“Eu não acho que houve falhas em sequenciamentos genéticos. Nós temos vários grupos trabalhando com isso no país. Temos a rede genômica da Fiocruz, que trabalha diretamente com o Ministério da Saúde, temos a rede genômica do Ministério de Ciência e Tecnologia. Assim que esta cepa foi identificada em Manaus, imediatamente vários pesquisadores começaram a identificá-la em outros estados do país”, diz.

“Grupos de pesquisa de nosso país estão acompanhando e sendo capazes de identificar a introdução dessa linhagem em diferentes estados brasileiros mais ou menos em tempo real.”

Marilda Siqueira faz a ressalva de que é muito difícil conter o espalhamento das variantes e aponta como exemplo o que aconteceu no Reino Unido após a descoberta da variante britância, que hoje já está em diversos países, inclusive no Brasil.

“Não é simples esta questão de nós barrarmos o espalhamento da variante. precisamos de um vacinação com grande número de doses sendo ofertadas, concomitantemente com iniciativas fortes do que nós chamamos de lockdown adaptadas a diferentes realidades”, defende.

 

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