‘Só acredito vendo’, diz secretário de São Bernardo sobre entrega de vacinas

Em entrevista à CNN, o secretário municipal de Saúde de São Bernardo do Campo, Geraldo Reple, falou sobre a aquisição de imunizantes pelo governo federal

Produzido por Juliana Alves, da CNN, em São Paulo

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O secretário municipal da Saúde de São Bernardo do Campo, Geraldo Reple, afirmou, em entrevista à CNN nesta segunda-feira (8), que ainda é incerta a disponibilidade da vacina da Pfizer para a população brasileira no primeiro semestre deste ano.

Nesta segunda-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o acordo entre o governo brasileiro e a farmacêutica está “praticamente fechado” e que o país terá uma antecipação da entrega de doses, com o objetivo de acelerar a vacinação em massa. Segundo Guedes, 14 milhões de doses do imunizante da Pfizer estarão disponíveis no Brasil até maio.

“Eu atualmente estou igual a São Tomé: só acredito vendo, infelizmente. A única vacina que temos certeza que temos no nosso país é a do Butantan”, disse Reple. “Estamos tendo mais de mil mortes por dia. Sendo otimistas, até maio, são quase mais 50 mil pessoas que vão falecer no nosso país. Não acho que isso é justo”, completou o secretário.

São Bernardo do Campo faz parte de um consórcio para a compra de imunizantes em conjunto com outros municípios. Reple disse que o objetivo é conseguir “de forma ágil” comprar vacinas, mas que essa função deveria ser do governo federal.

Vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech
Vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech
Foto: Charles Platiau/Reuters (30.dez.2020)

“O consórcio está tentando, mas não tem vacina disponível. O ideal, na minha opinião e de todos os gestores, é que o governo federal assuma seu papel”, disse.

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