Soberana 2: Vacina contra Covid de Cuba apresenta eficácia preliminar de 62%

Dados iniciais foram coletados com base em duas doses. Novos estudos de eficiência serão realizados com uma terceira dose do imunizante

Nelson Acosta, da Reuters

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A vacina Soberana 2 de Cuba mostrou eficácia de 62% com duas de suas três doses programadas contra o coronavírus, disse a empresa biofarmacêutica estatal BioCubaFarma neste sábado (19), citando dados preliminares dos testes de fase final de pesquisa.

Cuba, cujo setor de biotecnologia exporta vacinas há décadas, tem cinco vacinas candidatas em ensaios clínicos, das quais duas – Soberana 2 e Abdala – estão em fase final de testes.

“Em algumas semanas devemos ter os resultados de eficácia com três doses que esperamos ser superiores”, disse Vicente Vérez, diretor do Finlay Vaccine Institute, que desenvolveu o Soberana 2.

A notícia chega no momento em que a maior ilha do Caribe enfrenta seu pior surto desde o início da pandemia, na esteira da chegada de variantes mais contagiosas, estabelecendo novos recordes de casos diários de coronavírus.

Fase 3 de testes da vacina cubana contra Covid será feita no Irã
Cuba realiza estudos da fase 3 de testes com a vacina Soberana 2 (10.jan.2021)
Foto: Reprodução / CNN

O país optou por não importar vacinas estrangeiras, mas sim por desenvolvê-las por conta própria. Os especialistas dizem que é uma aposta arriscada, mas se der certo, Cuba pode polir sua reputação científica, gerar divisas com as exportações e fortalecer a campanha de vacinação em todo o mundo.

“Sabemos que nosso governo não tem sido capaz de fornecer a este projeto todos os fundos necessários e, no entanto, isso é resultado de uma posição global”, disse o presidente Miguel Diaz-Canel na apresentação dos resultados na televisão estatal.

Vários países como Argentina, Jamaica, México e Venezuela manifestaram interesse em comprar as vacinas de Cuba. O Irã começou a produzir a Soberana 2 no início deste ano como parte dos testes clínicos de fase final.

As autoridades de Cuba começaram a administrar vacinas experimentais em massa como parte de “estudos de intervenção”, eles esperam reduzir a propagação do vírus.

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