Sputnik V não tem efeitos colaterais maiores que outras vacinas, diz virologista

Segundo o professor da UFRJ, Amílcar Tanuri, o imunizante russo tem a mesma tecnologia das vacinas da Janssen e da AstraZeneca; dose vacinal também é parecida

Rafaela Lara, da CNN, em São Paulo,

produzido por Layane Serrano, da CNN, em São Paulo

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Após a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar por 4 votos a 1, nesta sexta-feira (4), a importação temporária e excepcional da vacina Sputnik V, da Rússia, e da vacina Covaxin, da Índia, com restrições para o uso de ambos os imunizantes no país, o virologista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Amílcar Tanuri, afirmou que o imunizante russo é seguro e não deve apresentar efeitos colaterais diferentes das outras vacinas já aprovadas no Brasil. 

Tanuri destacou ainda que a Sputnik V teve os testes de fase 3 publicados na revista científica The Lancet e a tecnologia utilizada na produção do imunizante russo é semelhante às vacinas da Janssen e AstraZeneca. 

“Isso dá confiança para todos de que a vacina [Sputnik V] não seja pouco potente, a vacina é bem potente, a eficácia ficou acima de 90%. Ela é feita com a mesma tecnologia das vacinas da Janssen e da AstraZeneca, então para nós cientistas coisas feitas da mesma maneira tem de ter resultados parecidos. Não pensamos ou achamos que seja plausível que a vacina Sputnik tenha efeitos colaterais maiores, afinal foram feitas da mesma forma e a dose vacinal também é muito parecida.”

Segundo o professor, a aprovação das vacinas pela Anvisa é um avanço, mas o Brasil ainda precisa de mais doses dos imunizantes para acelerar o ritmo de vacinação no país. “Foi uma avanço em relação a recusa anterior [da Sputnik V], podemos chegar a um ponto em comum para mitigar qualquer tipo de dúvida da Anvisa em relação a eficácia e segurança. Estamos precisando das vacinas com grande velocidade para acelerarmos a vacinação no país.”

Ao aprovar os imunizantes na última sexta-feira, a Anvisa destacou que grávidas, pessoas com doenças crônicas não controladas, pessoas com HIV e com histórico de anafilaxia pós-vacinação não devem tomar as vacinas. 

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