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    Teste rápido de tuberculose é indicado a pessoas com quadro grave de Aids; entenda

    Teste especial de alta eficácia, que oferece resultado rápido, é indicado para a população com grave comprometimento imunológico e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS)

    Tuberculose é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis
    Tuberculose é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis Thomas Barwick/Getty Images

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    Cerca de um quarto da população mundial está infectada com o agente causador da tuberculose, a bactéria Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. Desde total, de 5% a 10% vão desenvolver a doença durante a vida, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Entre as pessoas vivendo com HIV/Aids, a chance da infecção evoluir para a forma ativa da tuberculose é de 15 a 21 vezes maior do que entre a população geral.

    Um teste especial de alta eficácia, que oferece resultado rápido, é indicado para a população com grave comprometimento imunológico. Em março, o Ministério da Saúde distribuiu 13,9 mil testes desse tipo, chamado tecnicamente de fluxo lateral para detecção de lipoarabinomanano (LF-LAM).

    De acordo com o ministério, a tuberculose é a principal causa de morte nessa população. Nesse contexto, o diagnóstico e tratamento oportunos são capazes de reduzir essas taxas.

    O teste rápido pode ser realizado diretamente nos serviços de saúde, facilitando e otimizando o diagnóstico. O teste ‘point-of-care’ utiliza amostras de urina do paciente e o resultado sai em cerca de 25 minutos.

    “Quando se trata de doenças que foram invisibilizadas, como o HIV/Aids, ou que acometem pessoas mais vulneráveis, como a tuberculose, todas as ações que promovam acesso facilitado e universal ao diagnóstico, como o caso do LF-LAM, tornam-se fundamentais para estabelecer os pilares de controle e eliminação das doenças”, avalia o diretor do Departamento de HIV/aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Draurio Barreira, em comunicado.

    Diferentemente dos métodos tradicionais de diagnóstico da doença, o LF-LAM apresenta uma sensibilidade aprimorada em casos de pessoas com HIV/Aids e tuberculose.

    Contexto da doença

    A tuberculose é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta prioritariamente os pulmões, embora também possa acometer outros órgãos ou sistemas do corpo.

    A transmissão acontece por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas com a doença ativa.

    Os sintomas clássicos são tosse persistente, seca ou produtiva; febre alta diária e com predomínio no final da tarde (vespertina); suores noturnos e emagrecimento. A tuberculose também pode permanecer “adormecida” (latente). Nestes casos, a pessoa infectada não desenvolve a doença, embora possa apresentá-la em algum momento da vida.

    Em 2022, cerca de 78 mil pessoas adoeceram por tuberculose no Brasil. O número representa um aumento de 4,9% em relação à 2021, segundo o ministério. A meta da pasta é alcançar as populações prioritárias e mais vulneráveis para doença, como pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade, pessoas vivendo com HIV/Aids, imigrantes e comunidades indígenas.

    Uma das principais formas de proteção contra casos graves da tuberculose é a vacina BCG, recomendada pelo Calendário Nacional de Vacinação logo após o nascimento. Nos últimos anos, houve uma redução da cobertura vacinal. Até 2018, o índice de vacinação se mantinha acima de 95%. A partir de 2019, a cobertura não ultrapassou os 88%. Essa queda representa aumento do risco de transmissão da doença.