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    Toque físico pode reduzir depressão e ansiedade, dizem pesquisadores

    Quando consensual, o contato com humanos gera resultados positivos para o bem-estar

    Mesmo um abraço rápido pode trazer benefícios à saúde mental
    Mesmo um abraço rápido pode trazer benefícios à saúde mental Hinterhaus Productions/Getty Images

    Giovana Christda CNN

    Uma pesquisa realizada com dez mil participantes revelou que o toque físico consensual pode ser benéfico para a saúde mental. Foi comprovado que o toque pode aliviar dores e sintomas de ansiedade e depressão.

    O estudo também mostrou que a interação não precisa ser longa e que, quanto mais frequente, melhor. A partir dessas descobertas, os pesquisadores poderão saber mais sobre a importância do contato físico em intervenções na saúde pública.

    Foi revelado pelos questionários que o toque em robôs sociais, cobertores pesados e travesseiros de corpo também têm efeitos positivos na saúde mental. Entretanto, foi notado que o contato “pele com pele” é melhor para essa finalidade.

    Nas crianças, as interações são melhores quando feitas pelos pais, que mostraram ter resultados melhores do que os gerados por profissionais da saúde, por exemplo.

    O tempo de contato não necessariamente impacta nos benefícios. A média percebida no estudo foi de 20 minutos, mas foi constatado que mesmo um abraço rápido pode melhorar a saúde mental, segundo os participantes.

    “Isso nos levou à conclusão de que o toque consensual melhora o bem-estar de pacientes em cenários clínicos e pessoas saudáveis também”, disse Julian Packheiser, pesquisador do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade de Ruhr. “Então, se você sentir vontade de abraçar familiares ou amigos — não se segure, desde que a outra pessoa dê seu consentimento.”

    O time de 130 estudantes internacionais que executaram o estudo são da Universidade de Ruhr, em Bochum, na Alemanha; da Universidade Duisburg-Essen, em Duisburg, na Alemanha; e da Universidade de Amsterdã, na Holanda.

    Os estudos futuros poderão investigar mais sobre a diferença entre o toque afetivo e o instrumental (quando lavam seu cabelo no salão de beleza, por exemplo), o contato com animais de estimação e os efeitos de incluir esse tipo de interação em ações da saúde pública. A pesquisa completa pode ser conferida aqui.