Transplante capilar sem raspar o cabelo tem alta procura entre mulheres

A técnica é opção para mulheres que sofrem com queda de cabelo e não querem passar por procedimento mais invasivo

Laura Toyama, colaboração para a CNN Brasil
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A queda de cabelo em mulheres é assunto em alta nas áreas da saúde e estética, sobretudo pelo impacto direto na autoestima. O quadro tem múltiplas causas e, na maioria dos casos, não são fatores isolados. A causa mais comum é a alopecia androgenética feminina, que tem origem genética e hormonal, levando a um afinamento progressivo dos fios.

Outras causas ligadas à queda de cabelo são estresse físico ou emocional, alterações hormonais – especialmente durante a menopausa –, deficiências nutricionais, como ferro e vitaminas, e doenças da tireoide. 

Para o médico Alan Wells, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Capilar (SBRCC), a avaliação médica criteriosa e o diagnóstico correto das causas da queda de cabelo em mulheres é o primeiro passo para reverter o quadro e indicar o tratamento mais eficiente. "Muitas dessas causas são tratáveis", afirma o especialista.

O cabelo é um elemento fundamental para a identidade, feminilidade e percepção de juventude nas mulheres. Nos quadros de queda, um dos principais impactos para as mulheres é a perda de confiança e a insegurança.

Para Wells, estes impactos, que podem prejudicar a vida social e profissional, aumentaram a procura por transplantes capilares nos últimos anos. Segundo o médico, a procura ocorre por dois motivos principais: maior conscientização sobre soluções eficazes e evolução das técnicas, que hoje permitem resultados extremamente naturais.

"A cirurgia deixou de ser vista como algo artificial e passou a ser entendida como uma forma de restaurar características naturais", comenta. "Isso reduz muito a resistência das pacientes."

Como funcionam os implantes sem raspar o cabelo?

Em meio à alta procura pela cirurgia capilar, o implante sem raspar o cabelo figura como principal opção de mulheres, que buscam resultados naturais em procedimento menos invasivo. Diferentemente do método tradicional, em que é necessário raspar a área doadora dos folículos capilares e a área que vai recebê-los, o método preserva o comprimento dos fios, o que permite à paciente retornar à rotina praticamente no dia seguinte, e sem sinais evidentes.

Alan Wells explica que a técnica é avançada e exige experiência do cirurgião para identificar os folículos com alta precisão. "Quando bem executada, conseguimos atingir naturalidade e discrição imediata para a paciente", explica. Além da vantagem estética de não precisar raspar parte do cabelo, é possível respeitar melhor as linhas naturais do cabelo, que conferem um resultado mais próximo à densidade e estilo originais de cada pessoa.

No entanto, a técnica não é indicada para todos os casos. Em quadros de calvície muito avançada, raspar parte do cabelo pode ser a melhor opção: "Quando há necessidade de grandes áreas, pode ser necessário adaptar a estratégia", explica Alan.

Técnica é pioneira no Brasil e apresenta riscos mínimos

O Brasil tem ganhado destaque na aplicação da técnica, sobretudo pela naturalidade atingida pelos procedimentos realizados no país. O uso de lupas cirúrgicas e a maior extração de fios são etapas do procedimento executadas pela maioria dos especialistas brasileiros.

Por ser menos invasiva, a intervenção apresenta baixa incidência de complicações e quase nenhum risco. O paciente pode retornar às atividades leves em um a dois dias, e a recuperação completa acontece de sete a dez dias. Inflamações locais e perda transitória de fios nativos são casos raros e evitáveis se o procedimento for realizado em ambiente adequado, por equipe experiente.

“A cirurgia capilar sem raspar não é apenas uma alternativa, ela representa o futuro da especialidade, porque atende exatamente ao que o paciente moderno busca: naturalidade, discrição e segurança", afirma o médico Alan Wells.