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    Vacina contra o novo coronavírus começa a ser testada em humanos

    Nos EUA, 45 adultos saudáveis serão observados durante 6 semanas, enquanto recebem duas injeções, com um intervalo de um mês entre elas, em doses diferentes

    Philipp Hoffmann, da empresa biofarmacêutica alemã CureVac, que também realiza pesquisas para vacina contra o novo coronavirus
    Philipp Hoffmann, da empresa biofarmacêutica alemã CureVac, que também realiza pesquisas para vacina contra o novo coronavirus Foto: Andreas Gebert - 12.mar.2020/ Reuters

    Michael Nedelman

    Da CNN

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    Um estudo americano de uma possível vacina contra o novo coronavírus iniciou a primeira fase de testes em humanos, anunciou o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês) nessa segunda-feira (16).

    A pesquisa envolve 45 adultos saudáveis, que serão observados durante um período de 6 semanas. Cada participante vai receber duas injeções, com um intervalo de um mês entre elas, em doses diferentes.

    Neste momento, ainda não existe uma vacina para a CODIV-19, que já matou cerca de 7 mil pessoas em mais de 150 países.

    Fase 1 do estudo

    A pesquisa, que está na primeira fase, procura mostrar que a vacina é segura e provoca uma resposta desejada por parte do sistema imunológico dos participantes. 

    Contudo, para provar que o antivírus é eficaz para prevenir o COVID-19 será preciso realizar estudos subsequentes envolvendo mais participantes, o que levará meses, segundo especialistas. 

    “Encontrar uma vacina segura e eficaz para prevenir a infecção é uma prioridade urgente de saúde pública”, disse, em nota, Anthony Fauci, médico diretor do NIAID. “Essa fase 1 do estudo, lançada em velocidade recorde, é um importante primeiro passo em direção a esse objetivo”, afirmou.

    O estudo é financiado pelo NIAID e conduzido pelo Instituto de Pesquisas de Saúde Kaiser Permanente Washington, na cidade de Seattle. A vacina, que utiliza um material genético chamado mensageiro RNA, foi desenvolvida por cientistas do instituto americano, em colaboração com a empresa de biotecnologia Moderna.

    Vacinas experimentais anteriores

    Os cientistas já haviam trabalhado anteriormente em vacinas experimentais contra a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), tendo como alvo uma proteína presente na superfície do vírus, o que deu a eles um “começo para o desenvolvimento de uma possível vacina de proteção contra a COVID-19”, afirmou o comunicado.

    Enquanto os testes são realizados, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA diz que a maneira mais eficaz de se prevenir contra o vírus é lavar constantemente as mãos e manter distância de grandes grupos de pessoas.

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