Vacinação em clínicas não traz impacto no setor público, diz infectologista

Pesquisador da Fiocruz disse que a aplicação do imunizante no setor privado é complementar e traz facilidade

Ingrid Oliveira, da CNN, Ester Cassavia, da CNN*
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Nesta semana, as clínicas particulares de algumas capitais do país começarão a aplicar a vacina AstraZeneca contra a Covid-19. Em entrevista à CNN, o infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda, disse que a vacinação nas unidades de saúde privadas não trará impacto para o setor público.

"A população pode ficar tranquila, esse é outro momento. Inclusive está sobrando vacinas nos postos de saúde. [...] Essa é uma oferta complementar que não traz nenhum impacto no setor público", avaliou.

As embalagens da vacina produzida pela AstraZeneca, oferecida às clínicas particulares, não serão as mesmas fabricadas pela Fiocruz, mas o componente é o mesmo.

"É uma vacina de adenovírus, com a mesma tecnologia. A população pode ficar tranquila", afirmou Croda.

A fabricante importou dois milhões de doses dos Estados Unidos para o Brasil, uma das exigências para a venda no mercado particular, aberto a partir do fim do estado de emergência em saúde pública, definido pelo Ministério da Saúde em 22 de maio.

Os critérios para aplicação devem seguir os mesmos adotados para a saúde pública. O imunizante será oferecido para maiores de 18 anos que precisam completar o esquema vacinal ou que se vacinarão pela primeira vez.

"É uma facilidade poder se vacinar em uma clínica privada, de uma maneira rápida, a qualquer momento. E com garantia de uma qualidade bastante adequada", avalia o pesquisador.

Para o consumidor final, o custo deve variar entre R$ 300 e 350 reais.