Governo diz que vai usar dados de celulares para monitorar aglomerações


Natália André, da CNN em Brasília
27 de março de 2020 às 21:49 | Atualizado 11 de abril de 2020 às 22:39
 
 

O MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações) anunciou nesta sexta-feira (27) que o governo federal fechou um acordo com empresas de telefonia para monitorar aglomerações e verificar se a população está respeitando o isolamento social. À CNN, o ministro Marcos Pontes declarou que a medida tem como objetivo combater o novo coronavírus no Brasil.  

A íntegra do acordo não foi divulgada. Além da localização, o MCTIC informou que o governo terá acesso à idade e ao sexo das pessoas monitoradas. Também haverá atenção especial à verificação da lotação de unidades básicas de saúde e hospitais. 

Em vídeo divulgado no Twitter, Pontes afirmou que “não existe nenhum problema com privacidade”. 

Segundo o ministério, os dados confidenciais dos usuários serão mantidos em sigilo e a plataforma servirá para um monitoramento com intenção exclusiva de aperfeiçoar as políticas públicas de enfrentamento da COVID-19. 

“Através desse acordo, o Ministério da Saúde vai ter uma ferramenta que vai poder acompanhar aglomeração de pessoas, o movimento dessas aglomerações, e isso vai poder servir ao ministério como uma ferramenta para predizer, por exemplo, para onde pode haver uma migração do vírus”, disse Pontes no vídeo publicado no Twitter. 

De acordo com a pasta, todas as empresas de telefonia do país confirmaram a participação na plataforma, com custo zero para o governo.