Japão: 'robô trabalhador' entra na luta contra a Covid-19 ao substituir pessoas


Tim Kelly e Kim Kyung-Hoon, da Reuters
09 de junho de 2020 às 17:37
Robô "Ugo", da Mira Robotics, no laboratório da empresa em Kawaski

Robô "Ugo", da Mira Robotics, no laboratório da empresa em Kawaski

Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters


A Mira Robotics desenvolveu o robô "Ugo" para apoiar a força de trabalho cada vez menor do Japão, mas como a ameaça do coronavírus persiste no país, a startup japonesa passou a oferecer o robô como ferramenta contra a pandemia.

"O coronavírus criou a necessidade de robôs porque eles podem reduzir o contato direto entre as pessoas", disse o presidente da Mira, Ken Matsui, na oficina de sua empresa em Kawasaki, perto de Tóquio. "Tivemos consultas do exterior, incluindo Cingapura e França."

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Um declínio populacional sem precedentes, que está encolhendo a força de trabalho do Japão em mais de meio milhão de pessoas por ano, bem como a relutância em contratar mão de obra estrangeira para preencher vagas, estimulou o desenvolvimento de robôs no Japão. O surgimento da demanda relacionada ao coronavírus pode promover ainda mais esse trabalho.

O robô da Mira Robotics consiste de um par de braços robóticos de altura ajustável montados sobre rodas, operados remotamente através de uma conexão sem fio com um computador e um joystick. Um laser que calcula a distância é montado na base para ajudar sua movimentação, enquanto um painel na parte superior exibe os olhos para proporcionar uma aparência mais amigável.

O robô, que custa cerca de US$ 1.000 por mês para alugar pode ser usado como guarda de segurança, realizar inspeções de equipamentos e limpar banheiros e outras áreas de edifícios de escritórios, acrescentou o executivo.

A startup de dois anos até agora tem apenas um Ugo operando em um prédio de escritórios em Tóquio.