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    China anuncia regras para limitar gastos de jogadores e recompensas nos videogames

    Será estabelecido limite de gastos para jogos online, que serão proibidos de dar recompensas de login diário aos usuários, por exemplo

    Duas pessoas segurando controles e jogando videogame
    Duas pessoas segurando controles e jogando videogame JESHOOTS.COM/Unsplash

    Qiaoyi LiJosh Yeda Reuters

    Os reguladores chineses anunciaram, nesta sexta-feira (22), uma ampla gama de regras destinadas a restringir gastos e recompensas como incentivo nos videogames, desferindo um golpe no maior mercado de jogos do mundo, que voltou a crescer este ano.

    As novas regras estabelecerão limites de gastos para jogos online, que serão proibidos de dar recompensas de login diário aos jogadores, se gastarem no jogo pela primeira vez ou se gastarem várias vezes consecutivamente. Todos são mecanismos de incentivo comuns em jogos online.

    As ações da Tencent Holdings 0700.HK, a maior empresa de jogos do mundo, caíram até 16%, enquanto as de seu rival mais próximo, a NetEase 9999.HK, despencaram até 25% depois da publicação do projeto pela Administração Nacional de Imprensa e Publicação.

    “Não é necessariamente a regulamentação em si, é o risco político que é elevado”, disse Steven Leung, diretor-executivo de vendas institucionais da corretora UOB Kay Hian em Hong Kong.

    “As pessoas pensaram que esse tipo de risco deveria ter acabado e começaram a olhar para os fundamentos novamente. Isso prejudica muito a confiança”, adicionou.

    A China se tornou cada vez mais rígida com os videogames ao longo dos anos. Em 2021, o país estabeleceu um limite estrito de tempo de jogo para usuários com menos de 18 anos e suspendeu as aprovações de novos videogames por cerca de 8 meses, citando preocupações com vício.

    Embora a repressão tenha terminado formalmente no ano passado, com a retomada das aprovações de novos jogos, os reguladores continuaram aplicando restrições para reduzir os gastos “no jogo”.

    As novas regras reveladas nesta sexta-feira são as regulamentações mais explícitas até agora destinadas a reduzir os gastos no jogo.

    Além de proibir recursos de recompensa, os jogos também são obrigados a estabelecer limites sobre quanto os jogadores podem recarregar suas carteiras digitais para gastos nele.

    Os videogames também estão proibidos de oferecer recursos de sorteio baseados em probabilidade para menores de idade e de permitir a especulação e o leilão de itens de jogos virtuais.

    Mas as novas regras incluem uma proposta que se esperava que fosse bem recebida pela indústria, exigindo que os reguladores chineses processem aprovações de jogos no prazo de 60 dias.

    As novas regras também refletem as preocupações de Pequim com os dados dos usuários, exigindo que os estúdios de jogos armazenem servidores na China.

    O órgão regulador está recebendo comentários públicos sobre as regras até 22 de janeiro de 2024.

    Como resultado da repressão da China aos videogames em 2021, o ano de 2022 foi o mais difícil já registado para a indústria de jogos no país, com a receita total diminuindo pela primeira vez.

    O mercado de videogames da China voltou a crescer este ano, com a receita interna aumentando 13%, para 303 bilhões de yuans (US$ 42,6 bilhões), de acordo com a associação industrial CGIGC.