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    Como observar as Quadrântidas, a primeira chuva de meteoros do ano

    Fenômeno deve atingir o pico durante a noite entre 3 e 4 de janeiro; quanto mais ao norte do país, maior a chance de visibilidade

    O mês de janeiro já começa com as Quadrântidas, a primeira chuva de meteoros de 2024.
    O mês de janeiro já começa com as Quadrântidas, a primeira chuva de meteoros de 2024. Fernando Rodrigues/ via Unsplash

    Fernanda Pinottida CNN

    em São Paulo

    O mês de janeiro já começa com as Quadrântidas, a primeira chuva de meteoros de 2024, porém uma das mais difíceis de se observar.

    A chuva de meteoros deve atingir o pico durante a noite entre 3 e 4 de janeiro, de acordo com o portal Time And Date. E embora as Quadrântidas sejam bem mais visíveis do Hemisfério Norte do que do Hemisfério Sul, também existe a chance de avistá-las do Brasil, principalmente se você morar mais ao norte do país.

    Os meteoros são restos de asteroides quebrados e partículas de cometas que se espalham em trilhas de poeira orbitando o Sol. Todos os anos, a Terra passa por essas trilhas de detritos, e os pedaços de poeira e rocha criam exibições coloridas e brilhantes no céu à medida que se desintegram na atmosfera terrestre, as chamadas chuvas de meteoros.

    A chuva das Quadrântidas é notoriamente difícil de observar, já que o seu breve pico dura apenas cerca de seis horas, ao contrário de outras chuvas de meteoros que tendem a permanecer no pico por cerca de dois dias.

    A duração menor acontece porque essa chuva tem apenas um fino fluxo de partículas e a Terra passa rapidamente pela concentração mais densa dessas partículas em um ângulo perpendicular, de acordo com a Nasa.

    Como observar a chuva de meteoros das Quadrântidas no Brasil

    A chuva é particularmente difícil de observar do Hemisfério Sul, pois ela atinge seu pico quando já estará amanhecendo por aqui.

    No entanto, pouco antes do amanhecer do dia 4 de janeiro, talvez seja possível observar as Quadrântidas próximas à linha do horizonte, olhando para o céu na direção nordeste.

    Quanto mais ao norte do país, maior a chance de conseguir observar a chuva.

    No site Time And Date é possível pesquisar em que horário as Quadrântidas atingirão o pico em sua cidade e se o radiante (ponto no céu de origem da chuva de meteoros) estará acima da linha do horizonte, tornando maior a possibilidade de observar o fênomeno.

    Dicas para observar melhor a uma chuva de meteoros:

    Segundo portal Time And Date, tudo que você precisa é de um céu claro, sem nuvens e bastante paciência. Além, é claro, de saber se está olhando para o local certo no céu — o mapa interativo do site pode ajudar com isso.

    • Encontre um local de observação isolado, longe das luzes da cidade. Uma vez no local, seus olhos podem levar de 15 a 20 minutos para se acostumar com o escuro.
    • Leve um cobertor se fizer frio no local ou uma cadeira confortável com você, pois observar meteoros envolve o tempo de espera.
    • Depois de encontrar seu local de observação, se deite no chão e olhe para o céu. Um mapa interativo deve ajudar a encontrar a direção do radiante. Quanto mais alto o radiante estiver acima da linha do horizonte, mais meteoros você provavelmente verá.
    • As chuvas de meteoro costumam ter origem no ponto onde se encontra o radiante, mas eles podem ser vistos em qualquer lugar do céu.

    Por que o nome Quadrântidas

    Se o nome da chuva de meteoros soa estranho, provavelmente é porque não parece estar relacionado a nenhuma constelação que conhecemos hoje. Isso ocorre porque a constelação das Quadrântidas não existe mais – pelo menos não é mais reconhecida como uma.

    A constelação Quadrans Muralis, observada e notada pela primeira vez em 1795, não está mais na lista de constelações modernas da União Astronômica Internacional porque é considerada obsoleta e não é mais usada como ponto de referência para a navegação celestial, de acordo com a EarthSky.

    Tal como a chuva de meteoros Geminídeas, as Quadrântidas provêm de um asteroide ou “cometa rochoso”, em vez de um cometa gelado, o que é incomum. Este asteroide em particular é o 2003 EH1, que leva 5,52 anos para completar uma órbita ao redor do Sol e mede 3,2 quilômetros de diâmetro.

    Mas os astrônomos acreditam que um segundo objeto, o cometa 96P/Machholz, também contribui para a chuva, de acordo com a EarthSky. Este cometa orbita o Sol a cada 5,3 anos.

    Confira o calendário de chuvas de meteoros em 2024 aqui.

    *Com informações da CNN Internacional