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    Conheça a Intuitive Machines, primeira empresa a fazer um pouso na Lua

    Módulo IM-1, conhecido como Odysseus, chegou à Lua na quinta-feira (22); é o primeiro pouso realizado pelos EUA em 50 anos

    Módulo lunar da Intuitive Machines na sede da empresa em Houston, Texas
    Módulo lunar da Intuitive Machines na sede da empresa em Houston, Texas 03/01/2023REUTERS/Evan Garcia

    Ana Beatriz Diasda CNN

    São Paulo

    Nesta quinta-feira (22), os Estados Unidos realizaram o seu primeiro pouso na lua em mais de 50 anos. A missão aconteceu com o módulo Odysseus, o “Odie”, sem tripulação. A empresa Intuitive Machines, foi a responsável pela alunissagem (chegada de uma espaçonave na superfície lunar).

    A empresa, sediada em Houston, foi a responsável por desenvolver a primeira espaçonave comercial juntamente com o seu principal cliente, a Nasa, que por sua vez, busca explorar a Lua usando exploradores robóticos desenvolvidos por empreiteiras privadas antes de enviar astronautas no futuro por meio de seu programa Artemis.

    A empresa conseguiu confirmar que o controle da missão recebeu sinais da superfície lunar logo após o pouso. Mas só duas horas depois é que a Intuitive Machines compartilhou que a espaçonave estava “em pé e começando a enviar dados”, de acordo com uma atualização da empresa no X, o antigo Twitter.

    A Intuitive Machines foi fundada em 2013 por Stephen Altemus, Kam Ghaffarian e seu programa lunar fornecerá acesso à superfície lunar, entrega em órbita lunar e comunicações à distância lunar.

    Além disso, vale dizer que a Nasa selecionou o programa Lunar Payload Delivery Services (LPDS) da Machines para três missões lunares no total.

    O CEO da Intuitive Machines, Steve Altemus, realizou uma transmissão ao vivo na internet e realizou o anúncio do pouso: “Eu sei que isso foi de tirar o fôlego, mas estamos na superfície e estamos transmitindo”, disse. “Bem-vindo à Lua”, completou.

    Antes de fundar a Intuitive Machines, Altemus foi nomeado vice-diretor do Johnson Space Center da Nasa, cargo que ocupou até junho de 2013. Além disso, ele foi ex-diretor de engenharia de 2006 a 2012, administrando capacidades de engenharia do Johnson Space Center em apoio aos programas, projetos e atividades tecnológicas de voos espaciais tripulados da Nasa.

    O contrato para esta missão valia originalmente menos de US$ 80 milhões (aproximadamente R$ 398 milhões). Mais tarde, o valor foi renegociado e – ao todo – a Intuitive Machines poderia receber até US$ 118 milhões (mais de R$ 587 milhões) da NASA para esta missão.

    Por fim, mas não menos importante, vale citar que a empresa também abriu o capital no ano passado, por meio de uma fusão reversa. Suas ações estiveram em alta recentemente em meio a seus sucessos no espaço, subindo cerca de 80% nos últimos cinco dias, na tarde de quinta-feira.

    *Com informações de Jackie Wattles, Ashley Strickland e Pedro N.Jordão, da CNN