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    Conheça novas tecnologias para ficar de olho em 2024

    Especialistas indicam quais são as novidades mais promissoras para o ano; confira

    Conheça as novas tecnologias para ficar de olho em 2024
    Conheça as novas tecnologias para ficar de olho em 2024 xb100/Freepik

    Fernanda Pinottida CNN

    Conforme novas tecnologias vão sendo adicionadas ao nosso vocabulário, também nos confrontamos com as possíveis mudanças e desafios que elas trazem.

    No último ano, quem não pensou em como a inteligência artificial poderia afetar seu trabalho ou facilitar sua vida? As ferramentas tecnológicas têm impacto direto no nosso dia a dia, e o que antes parecia parte de um futuro distante, já está se anunciando como realidade.

    Durante a edição de 2024 do evento de tecnologia e inovação South by Southwest, mais conhecido como SXSW, a futurista norte-americana Amy Webb listou algumas tendências na área e disse acreditar que estamos vivendo uma era semelhante à revolução industrial ou à chegada da internet, que vai remodelar o mundo.

    Para entender melhor em quais inovações tecnológicas devemos ficar de olho neste ano, a CNN ouviu especialistas na área e listou algumas novidades que já estão acontecendo:

    Inteligência Artificial

    A inteligência artificial é, de longe, a tecnologia que tem recebido mais atenção do mercado e do público. A ferramenta promete remodelar o modo como nos relacionamos com o mundo, já que pode ser usada de maneira diversa em diferentes áreas.

    O ecossistema das IAs está mudando rapidamente e as tendências já mostram, inclusive, os riscos sem precedentes que podemos enfrentar com essas novidades, destacando a necessidade de preparação, governança e alinhamento.

    IA mais inteligente e multifuncional

    O especialista em tecnologia Arthur Igreja falou à CNN que a principal tendência que deve se destacar em 2024 são as IAs multifuncionais.

    “A tendência é uma IA que não é fragmentada. Não está gerando só texto, como é o caso do ChatGPT, ou só gerando imagens, como o Dalle 2 e outras. São IAs capazes de combinar tudo isso, documentos, fotos, vídeos. Interpretar tudo isso e gerar coisas novas”, explicou Arthur Igreja.

    Álvaro Machado, professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e sócio do Instituto Locomotiva, também pontuou à CNN que devemos ver IAs com maior “racionalidade produtiva”, ou seja, mais inteligentes.

    “Que podem fazer, de verdade, planejamentos de empresa, organização de logística e assim por diante. Coisas complexas do ponto de vista informacional, cognitivo”, disse Machado.

    Melhora na criação de vídeos

    Machado também disse que devemos observar uma melhora nos algoritmos que geram vídeos.

    Conforme explicado pelo professor, o aumento na capacidade das IAs que geram vídeos é um aperfeiçoamento do que já está sendo feito: “Quando você pode produzir vídeos mais longos e mais fidedignos às instruções, eles se tornam práticos para o pessoal que está em marketing digital, que usa para comunicação pessoal, e assim por diante.”

    Agentes inteligentes

    Machado também apontou como uma novidade que deve despontar nesse ano o surgimento de “agentes” com IA.

    Para explicar como seriam esses novos “agentes” tecnológicos, ele usou como exemplo “um assistente virtual específico para a educação de alunos do ensino médio, ou qualquer coisa do gênero”.

    “Uma IA que não é simplesmente um algoritmo de linguagem. É um software inteiro que vive ali, que ganha sentido na interação com o aluno e também com o professor”, explicou ele.

    Robôs

    Já no mundo da robótica, os dois especialistas concordam que o investimento está voltado para a produção de robôs humanoides que possam operar em fábricas e para a melhoria na interação entre os robôs e os seres humanos.

    Novo robô Atlas, da Boston Dynamics, exibe suas habilidades de “contorcionismo” (crédito: Reprodução)

    Operários robôs

    Empresas como Tesla, Agility Robotics, Boston Dinamics e Unitree estão investindo na produção destes robôs humanoides que serviriam para desempenhar as mesmas tarefas feitas pelos seres humanos — com foco no setor industrial.

    Arthur Igreja destacou a possibilidade de uso desses robôs “em ambientes mais perigosos, em tarefas repetitivas, morosas e também em países que têm essa escassez de mão de obra”.

    Robôs que conversam

    Já o segundo ponto de investimento está relacionado à inteligência artificial.

    Este avanço possibilitaria que os robôs tenham uma capacidade de se expressar mais parecida com a dos humanos: “Esses robôs de segurança, como um cão robô, estão adquirindo a capacidade de se comunicar com a gente a partir da linguagem verbal, ou seja, com uso de algoritmos generativos”, disse Machado.

    Realidade virtual

    Quanto às novidades de realidade virtual (RV), os especialistas apontaram que elas devem vir de dois grandes nomes da tecnologia: Meta e Apple.

    “Essas duas gigantes estão abertamente duelando nessa área”, falou Arthur Igreja.

    Superação de desafios

    No entanto, Álvaro Machado elencou os problemas que têm segurado seus avanços: custo, ergonometria e cultura.

    “Não tem como você ter um produto de massa que custa, em sua versão mais acessível, US$ 600 [mais de R$ 3 mil], e chega a custar, em sua versão mais sensacional, US$ 3.500 [cerca de R$ 18 mil]”, disse Machado. Ele está se referindo ao preço dos aparelhos de realidade virtual Quest 3, produzido pela Meta e Vision Pro, da Apple, respectivamente.

    Cliente usa os óculos Vision Pro da Apple no dia em que foi colocado à venda pela primeira vez em Los Angeles, Califórnia, EUA / 02/02/2024 REUTERS/Mike Blake

    Quanto à ergonometria, Machado foi claro: “Não dá para dizer que é gostoso ficar com o [óculos de] RV na sua cara duas horas, é mentira. E isso é um problema.”

    O peso do aparelho e o conforto (ou desconforto) sentido pelo usuário também são desafios para essas empresas.

    Além disso, há também o fator cultural de que as pessoas não parecem tão interessadas assim a ponto de desembolsar o dinheiro que um aparelho de realidade virtual custa — vide o desinteresse pelo Metaverso.

    “No Brasil, se você for fazer um levantamento de quantas pessoas já colocaram um [óculos de] RV no rosto, você vai ver que esse número é surpreendentemente baixo, até nos Estados Unidos é baixo. Não tem em todos os lugares, as experiências de uso ainda são incipientes e aí você não tem também um mercado consumidor tão grande”, falou Machado.