Degelo de 4 milhões de km² em regiões polares em 80 anos é séria ameaça ao futuro

A região do Ártico concentra cerca de metade dos 30 milhões de quilômetros quadrados de permafrost

Derretimento das geleiras na Antártica é uma das grandes preocupações relacionadas ao aquecimento global
Derretimento das geleiras na Antártica é uma das grandes preocupações relacionadas ao aquecimento global REUTERS

Amanda Andradecolaboração para a CNN

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Cerca de 4 milhões de quilômetros quadrados de permafrost podem ser perdidos até 2100, mesmo que as mudanças climáticas sejam refreadas.

A estimativa é resultado de uma pesquisa publicada nesta terça-feira (11) no periódico Nature Reviews.

A perda dessa quantidade de solo, segundo o estudo, pode trazer consequências sérias relacionadas à liberação de grandes volumes de dióxido de carbono na atmosfera.

A região do Ártico concentra cerca de metade dos 30 milhões de quilômetros quadrados de permafrost (solo congelado encontrado em regiões polares) presentes no planeta. Esse tipo de solo armazena quantidades altas de dióxido de carbono (CO₂), aproximadamente o dobro da quantia presente na atmosfera.

Assim, o processo de degelo do permafrost — causado pelo aumento das temperaturas no Ártico, em razão das mudanças climáticas — pode liberar na atmosfera grandes volumes de CO₂, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Entre 2007 e 2016, o aumento na temperatura do permafrost chegou a uma média de 0,4°C.

O estudo também cita os incêndios no Ártico como fator de preocupação, uma vez que podem aumentar de 130% a 350% até a metade do século. Esses incêndios aceleram ainda mais a liberação de carbono do permafrost.

“Um monitoramento mais detalhado, por meio de observações aéreas, in loco e via satélite, fornecerá um entendimento mais profundo sobre o futuro papel do Ártico como fonte de carbono e seu impacto subsequente no sistema terrestre”, diz um trecho da pesquisa.

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