Estrelas "imortais" vivem para sempre consumindo matéria escura, diz estudo
Pesquisadores descobriram como estrelas presentes no centro da Via Láctea conseguem viver por mais tempo mesmo sem combustível

Estrelas próximas à Via Láctea podem ser quase imortais por consumirem matéria escura para obter energia. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O estudo foi publicado no último dia 18 na revista científica Physical Review D.
Há algumas décadas, astrônomos notaram que algumas estrelas próximas ao centro da nossa galáxia emitem uma luz mais jovem do que o esperado com base em sua massa. Esse fenômeno era chamado de "paradoxo da juventude". Além disso, estrelas mais velhas são pouco comuns nessa região, o que também ficou conhecido como "enigma da velhice" pelos pesquisadores.
Diante disso, os cientistas envolvidos no novo estudo fizeram uma simulação em computador para entender o que acontece quando uma partícula de matéria escura -- bastante presente no centro da Via Láctea -- atinge uma estrela. Eles descobriram que cada partícula perde energia e fica presa dentro da estrela ao colidir com núcleos dos átomos estelares.
Além disso, se outras partículas de matéria escura já estiverem presas no mesmo lugar, elas acabam se aniquilando, o que produz uma explosão de energia que torna a estrela mais brilhante.
Em entrevista ao NewScientist, Isabelle John, uma das autoras do estudo, explicou que o motivo pelo qual as estrelas envelhecem é que elas perdem combustível para a fusão nuclear. No entanto, a matéria escura pode ser uma fonte extra de energia que prolonga a vida de uma estrela. Desse modo, pela Via Láctea ser densa em matéria escura, esse processo poderia efetivamente tornar as estrelas "imortais".
Apesar das descobertas, o estudo foi baseado apenas em suposições comuns sobre matéria escura. Por isso, dados de mundo real são necessários para aprofundar os achados. Coletar mais dados de telescópios e levar em conta novas descobertas sobre a matéria escura pode ajudar a identificar quais estrelas no centro da Via Láctea podem realmente viver para sempre.


