Estudo mostra como dias chuvosos prejudicam economia

Os países ricos, assim como os setores de manufatura e serviços, seriam os mais afetados

Chuvas afetam economia
Chuvas afetam economia Unsplash/Alex Dukhanov

Amanda Andradecolaboração para a CNN

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O aumento da quantidade de dias úmidos e com chuvas intensas pode ocasionar uma diminuição do crescimento econômico. Os países ricos, assim como os setores de manufatura e serviços, seriam os mais afetados.

A informação é resultado de um estudo realizado por pesquisadores alemães e publicado nesta quarta-feira (12) na revista Nature.

A pesquisa consistiu na análise de dados relativos à produção econômica de 1.554 regiões ao redor do mundo, ao longo de 40 anos (de 1979 a 2019), além de dados sobre a chuva nesses locais.

“Embora uma maior quantidade de chuva durante o ano seja, em geral, algo bom para as economias, especialmente para as que dependem da agricultura, a questão também é como a chuva é distribuída ao longo dos dias do ano. Chuvas intensas diárias acabam sendo ruins, especialmente para países ricos e industrializados, como os Estados Unidos, o Japão e a Alemanha”, afirma Leonie Wenz, um dos autores do estudo e membro do Potsdam Institute for Climate Impact Research (Instituto Potsdam de Pesquisa sobre Impacto Climático).

Os pesquisadores ressaltam que as chuvas diárias e intensas estão se tornando mais comuns em todo o mundo e que são uma consequência da mudança climática.

O aquecimento global, resultante das altas taxas de emissão de gases de efeito estufa, é responsável por fenômenos como precipitações cada vez mais volumosas, de acordo com os cientistas.

“Um olhar mais atento a curtos períodos de tempo, em vez de médias anuais [de chuva], nos ajuda a entender o que está acontecendo: são as chuvas diárias que representam risco. São os choques decorrentes de extremos climáticos que ameaçam nosso modo de vida”, diz Anders Levermann, coautor do estudo e também membro do Potsdam Institute.

“Desestabilizando nosso clima, nós prejudicamos as nossas economias. Temos que nos certificar de que a queima de combustíveis fósseis não desestabilize nossas sociedades também.”

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