Google firma parceria com CET para otimizar cruzamentos em SP

Capital paulista é a quarta do país a receber projeto que programa as mudanças dos semáforos

Maria Paula Giacomelli, colaboração para a CNN Brasil
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Há cerca de um mês, alguns dos semáforos em cruzamentos de São Paulo vêm recebendo ajuda da inteligência artificial para a otimização do fluxo do trânsito. A capital paulista é a quarta cidade do país a receber o projeto, uma parceria do Google com a CET (Companhia de Tráfego Paulista) e a Profram (Empresa de Tecnologia da Informação de SP).

Apelidado de Green Light ("luz verde", em português), o projeto usa a IA do Google para fazer análise de tendências e padrões de tráfego para programar as mudanças dos semáforos.

O objetivo, segundo a plataforma, é reduzir as emissões de gases poluentes dos automóveis e melhorar a mobilidade urbana. Nas cidades onde o projeto está ativo, houve uma redução potencial de 30% nas paradas de veículos, segundo o Google.

"Os algoritmos sugerem para as cidades alterações que podem ser feitas para reduzir as paradas. Inicialmente, é um projeto feito para cruzamentos, onde existe esse 'para e arranca' de veículos", afirmou Paula Aluani, gerente de parcerias estratégicas para Google Maps e Waze para a América Latina.

De acordo com ela, o Green Light nasceu em 2023 e, no Brasil, teve o piloto lançado no Rio de Janeiro. Não há prazo para o término da parceria.

"Estamos falando de São Paulo, uma cidade gigante e que sempre dá para fazer novas sugestões de cruzamentos. Trazer o Green Light para uma cidade tão grande e complexa é uma oportunidade incrível para ajudar a melhorar a sustentabilidade urbana"
Paula Aluani, gerente de parcerias estratégicas para Google Maps e Waze

Segundo a CET, as sugestões de temporização da empresa de tecnologia são analisadas pela equipe técnica da companhia. Se aprovadas, são implementadas e avaliadas.

"Percebemos uma redução no número de paradas. Os resultados que temos colhido são de cerca de 10% de redução, o que melhora para todos os usuários. Não é nada muito drástico, e é por isso que é interessante. São alterações sutis", disse Mauricio Roberto de Palma, gerente de gestão semafórica da CET.

No Brasil, além de São Paulo e do Rio de Janeiro, o projeto já foi implementado em Campinas e São Caetano do Sul. Outros países, como Alemanha, Israel, Índia e Estados Unidos, também receberam a iniciativa.