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    Hubble captura imagem de “lente gravitacional” que amplia objetos distantes em aglomerado de galáxias

    Telescópio registrou região a cerca de 8 bilhões de anos-luz da Terra, na constelação de Canes Venatici; fenômeno faz com que o caminho da luz seja visivelmente dobrado

    Imagem capturada pelo telescópio Hubble mostrando espécie de lente gravitacional em aglomerado de galáxias.
    Imagem capturada pelo telescópio Hubble mostrando espécie de lente gravitacional em aglomerado de galáxias. ESA/Hubble & Nasa, H. Ebeling

    Gustavo Zanferda CNN

    O Telescópio Espacial Hubble capturou um “monstro” em formação que funciona como uma lente gravitacional, ampliando objetos distantes em um aglomerado de galáxias.

    A imagem mostra o aglomerado batizado de eMACS J1353.7+4329, que fica a cerca de 8 bilhões de anos-luz da Terra, na constelação de Canes Venatici.

    Uma lente gravitacional é um corpo celeste, como um aglomerado de galáxias, que tem massa o suficiente para distorcer o espaço-tempo e fazer com que o caminho da luz ao seu redor seja visivelmente dobrado – funcionando, então, como uma espécie de lente. Trata-se da teoria geral da relatividade de Albert Einstein em ação.

    Detalhe da imagem mostra galáxias distorcidas pela presença de uma lente gravitacional. / ESA/Hubble & Nasa, H. Ebeling

    Na imagem obtida pelo telescópio, é possível observar a presença da lente pelos arcos brilhantes que se misturam com o aglomerado de galáxias eMACS.

    “As lentes gravitacionais permitem que os astrônomos observem objetos que, de outra forma, seriam muito fracos e muito distantes para serem detectados”, explicou a Nasa.

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    Hubble é operado pela Nasa e pela Agência Espacial Europeia (ESA). O telescópio envia dados para o projeto de observação chamado “Monsters in the Making” (Monstros em formação), que apontou para cinco aglomerados de galáxias em vários comprimentos de ondas.

    Os astrônomos por trás dessas observações esperam lançar as bases para estudos futuros sobre lentes gravitacionais com auxílio de telescópios de última geração, como o Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, ESA e Agência Espacial Canadiana (CSA).